quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Jumenta Falou

“Nisso abriu o Senhor a boca da jumenta, a qual perguntou a Balaão: que te fiz eu, para que me espancasses estas três vezes? (...) Disse-lhe o anjo do Senhor: por que já três vezes espancastes a tua jumenta? Eis que eu te saí como adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim; a jumenta, porém, me viu, e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela não se tivesse desviado de mim, na verdade que eu te haveria matado, deixando a ela com vida.” Números 22: 28,32,33
 
Esta é uma passagem bíblica que nos retrata uma série de verdades.
 
Céticos poderiam dizer que se trata de uma alegoria dizer que uma jumenta falou; mas o que é fazer uma jumenta falar pra quem fez a própria jumenta? Um de nossos tantos erros é querer dar forma e método para as coisas de Deus. Devemos aprender que os pensamentos de Deus são insondáveis: “quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Romanos 10:33b”
 
Mas eu vejo uma lição verdadeiramente poderosa nessa passagem. Como se pode constatar dos versículos acima citados, Balaão espancou sua jumenta por três vezes. Ele vinha seguindo por um caminho que não agradava a Deus. Então Deus mandou um anjo para que este tirasse a vida de Balaão; contudo, a jumenta conseguiu ver o anjo com sua espada na mão, e por três vezes mudou a sua rota; ou seja, por três vezes, a jumenta salvou a vida do seu amado dono (Balaão).
 
E o que foi que Balaão deu em troca à jumenta? Ele a espancou repetidamente!
 
Quantas vezes nós espancamos aqueles que nos cercam? Quantas vezes espancamos aqueles que estão a salvar as nossas vidas? Quantas vezes espancamos aqueles que nos são fiéis e nos amam?
 
Na verdade, aquele pobre animal estava com mais sanidade do que o grande profeta Balaão. E dessa forma nos comportamos com os que nos cercam: tão cheios de soberba e tão cheios de si mesmos que acabamos por maltratar e castigar as pessoas que, na maioria das vezes, encontram-se em um estado – financeiro, social, intelectual, etc – inferior ao nosso, sendo que, na verdade, nós é que nos comportamos como “animais irracionais”.
 
Balaão estava extremamente irritado porque a sua jumenta estava desviando o caminho dele. Por vezes, nossas vidas são levadas para outros caminhos, e começamos a esbofetear todo mundo, na miudez de nosso entendimento, achando sempre que a nossa vontade é que tem que ser atendida, que nosso querer é soberano sobre tudo e todos.
 
A palavra de Deus fala: “mas foi repreendido pela sua própria transgressão: um mudo jumento, falando com voz humana, impeliu a loucura do profeta. 2 Pedro 2:16”.
 
É impressionante como agimos como loucos quando “espancamos” quem nos cerca.
 
Que nós possamos ter discernimento para vermos além das circunstâncias que nos surgem à vista. Que possamos valorizar os “jumentos” que nos sustentam em suas costas, muitas vezes doando suas próprias vidas!!!
 
Que você tenha um excelente dia, agradecendo a Deus pelos amigos, irmãos e familiares que você tem, mesmo que eles estejam contrariando sua egocêntrica vontade; talvez essa contrariedade seja pra salvar a sua vida!   
 
Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros. Pois toda a lei se cumpre numa só palavra, a saber: amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Gálatas 5: 13,14”.
 
Grande abraço,
 
Hélio Roberto.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Força Inabalável


“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” 1 João 5:4

Em um mundo extremamente cético e científico, falar de fé, por vezes, acaba sendo algo extravagante e diferente. Contudo, a fé é simplesmente a forma mais linda de se entregar inteiramente ao Senhor.

Mas o que é fé? A Palavra de Deus, em Hebreus 11:1, diz que “fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a provas das coisas que não se vêem”. Firme fundamento das coisas significa dizer que fé é o alicerce, a base, a coluna, a certeza daquilo que se espera. Na verdade, quando se tem fé, apenas esperamos chegar a hora de algo acontecer sem que a dúvida nos acometa. Prova das coisas que não se vêem! Prova é o meio pelo qual se ratifica alguma coisa; é algo que dá veracidade a um fato; é algo que torna um evento duvidoso em verdade absoluta. Isso é prova; e a nossa fé torna algo invisível em real e inquestionável!

Precisamos entender de todo coração a verdadeira força que a nossa fé tem.

Quando testemunhamos milagres, alguns podem dizer que foi a nossa fé, simples e unicamente, que operou aquele milagre. Isso não é e nunca foi verdade. Somos limitados: “porque não podes tornar um só cabelo branco ou preto. Mateus 5:36b”. Na verdade, a nossa fé é parte essencial na execução de milagres, entretanto, essa fé deve estar direcionada a Alguém que possa realmente agir ativamente, e esse alguém é, senão, Deus! Ora, pode alguém ter fé em uma estrela, ou em uma pedra, ou em uma árvore. De certo que milagres não acontecerão, visto que a fé é o meio pelo qual se sensibiliza o coração de Deus, e não o coração de uma estrela, ou de uma pedra, ou de uma árvore, uma vez que estes nada podem!

Jesus quando curava – e era Ele quem curava – dizia que a fé daquela pessoa a teria curado. Na verdade, o Senhor dizia que através da fé daquele irmão, Ele – o Cristo – o havia curado, pois Deus conhece verdadeiramente cada célula do nosso corpo e cada pensamento que nos pertence.

“Disse-lhe Ele: filha, a tua fé te salvou, vai-te em paz, e fica livre desse teu mal. Marcos 5:34”. Quem curou foi Jesus, mas antes Ele sondou o coração e a fé daquela mulher.

Nesse trecho da epístola de João, acima citado, vemos que somos vitoriosos por sermos filhos de Deus! Que coisa maravilhosa! Precisamos viver essa verdade.

Pergunto-me porque alguns cristãos são tão fracos! Vemos, e não de forma rara, feiticeiros e esotéricos se mostrando bem mais fortes que os cristãos. Por quê? Porque quem se utiliza do pouco que tem, utiliza-se mais do que aquele que não se utiliza, em nada, do muito que tem. Deus é forte, mas seu povo, por vezes, apresenta-se como fraco. Ora, precisamos nos utilizar das maravilhas de Deus! Deus é o nosso muito! Não podemos abrir mão disso! Somos filhos de Deus e vencedores! Precisamos tomar o lugar que nos é de direito! Precisamos parar de choramingar e levantar a cabeça, na certeza de que nada nos deterá, porque já fomos proclamados vitoriosos em Cristo!

Conta-se que um soldado do exército de Alexandre, O Grande, não lutava com bravura e sempre ficava para trás quando deveria avançar. O grande general abordou-o e perguntou:

- Qual o seu nome, soldado?
- Meu nome é Alexandre – o homem respondeu.
O general olhou-o diretamente nos olhos e disse com firmeza:
- Ou você vai à luta ou você muda de nome!

Qual é o nosso nome? “Filhos de Deus – aqueles que são nascidos de novo e pertencem a Deus”. Como dizia o teólogo americano Warren W. Wiersbe: “nosso nome trás consigo a certeza da vitória. Ser nascido de Deus significa ter parte na vitória de Deus.”

Não é a fé em nós mesmos, mas a fé em Jesus Cristo nazareno.

Um veterano da Guerra Civil dos Estados Unidos andava vagando de um lugar para o outro pedindo uma cama para dormir e um prato de comida, sempre falando sobre seu amigo, o “senhor Lincoln”. As seqüelas dos ferimentos de combate não permitiam que ele trabalhasse normalmente, mas não parava de falar do seu amado presidente.

- Você diz que conheceu o presidente Lincoln – disse-lhe um cético – Se isso é verdade, então prove.
Ao que o homem respondeu:
- Sem problemas, eu tenho aqui um pedaço de papel que o próprio senhor Lincoln assinou e me entregou.
- Não sei ler direito – desculpou-se – mas sei que essa assinatura é do senhor Lincoln.
Outra pessoa que estava por perto leu o que se encontrava no papel e perguntou:
- Você sabe o que diz aqui? Você tem direito a uma excelente pensão do governo autorizada pelo senhor Lincoln. Não precisa viver como mendigo! Graças ao senhor Lincoln você é um homem rico!

E eu digo, temos uma ótima pensão autorizada diretamente pelo Senhor Jesus! Não precisamos viver como mendigos ou derrotados! Graças a Jesus Cristo somos milionários! Temos um galardão de maravilhosas bênçãos, preparadas diretamente para nós! Oh que maravilhosa realidade! Que maravilhosa certeza!

Que você tenha um excelente dia, na plena certeza de que, como filho de Deus, você tem lugar de destaque em tudo que fizer, pois você já foi proclamado vitorioso em Jesus Cristo!

“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Romanos 8:37”

Grande abraço,

Hélio Roberto.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ouvindo a Voz de Deus

“Falou Deus a Israel em visões de noite, e disse: Jacó, Jacó! Respondeu Jacó: Eis-me aqui. E Deus disse: Eu sou teu Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito; porque eu te farei ali uma grande nação” Gênesis 46:2,3

É bem verdade que não sabemos o que nos espera no dia de amanhã. E isso leva algumas pessoas a buscarem respostas imediatas, recorrendo ao misticismo, ocultismo e esoterismo, na necessidade de saber o que irá acontecê-las no futuro próximo. Que pena! Ora meus caros, quem foi que disse que nós precisamos saber o que nos vai acontecer? Já sabemos que o que acontecerá é o melhor pra nós a partir do momento que entregamos nossa vida nas mãos de Deus!

Infelizmente, algumas pessoas simplesmente não perguntam a Deus se isso ou aquilo deve ser feito; acham que Deus somente deve ser clamado quando precisamos de uma cura ou algo do tipo. Pelo contrário! Deus está disposto a nos ouvir sempre, e a nos responder também.

No versículo-chave (Gn 46:2,3) Deus disse: Jacó, Jacó! Assim como Deus disse: Abraão, Abraão! (Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui. Gênesis 22:11) Samuel, Samuel! (Depois veio o Senhor, parou e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel! Ao que respondeu Samuel: Fala, porque o teu servo ouve. 1 Samuel 3:10) Marta, Marta! (Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; Lucas 10:41) Saulo, Saulo! (e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Atos 9:4). É maravilhoso saber que Deus conhece nossos nomes e nossas necessidades pessoais. Que Ele nos chama pelo nome!

Como ovelhas de Cristo – o bom pastor – devemos reconhecer a Sua voz. Ele conhece a cada um de nós: A este o porteiro abre; e as ovelhas ouvem a sua voz; e ele chama pelo nome as suas ovelhas, e as conduz para fora. João 10:3. Será que você está realmente ouvindo a voz do bom pastor? Será que você tem permitido que Deus fale com você, chamando-lhe pelo seu nome?

Quando nós ouvimos a voz de Cristo, obedecemos sem receio. Jacó estava temeroso em descer para a terra do Egito, mas Deus disse-lhe que estaria com ele. Não tema em qualquer curva, aclive ou declive de sua peregrinação! O que você precisa fazer é antes perguntar a Deus: devo fazer isso Senhor? Caso a resposta do Senhor seja sim, vá com todas as suas forças, na certeza de que nada o abaterá: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Salmo 23:4”.

Preocupam-me as frases do tipo: “pare de sofrer!” ou “venha aqui e nunca mais sofra!”. Deus não prometeu ausência total de tribulações; pelo contrário, ele disse que nesse mundo teríamos aflições: “No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16:33b”. A diferença está na forma de “encarar” tal tribulação. Digamos que você tenha muito medo de passar por um cemitério à noite (ou qualquer outra coisa do tipo; medo de não arrumar um bom emprego; de não passar em um concurso público, de não ficar curado de determinada enfermidade, de não conseguir um casamento interessante, etc). Então eu pergunto: Se Cristo pegasse na sua mão e dissesse: “Eu vou com você!” Você temeria? Com toda certeza que não! Pois é. Deus fala: Eu vou com você! Eu estou com você! Eu cuido de você! Então porque o receio de enfrentar seus obstáculos? Saiba que mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido. Salmo 91:7. Essa é a Palavra de Deus!!! E Deus não mente!

Você quer ter certeza de que determinada decisão a ser tomada em sua vida dará certo? Pergunte a Deus! Caso Ele confirme, vá para a vitória! Caso Ele não confirme, não arrisque. Jacó depois que ouviu a voz de Deus, foi pro Egito e teve mais 17 anos de vida em plena fartura, reviu seu filho amado, o qual ele achava que já estava morto, viu pela primeira vez seus dois netos, e pôde contemplar a sua família unida novamente. Deus nos responde de três formas: Sim, Não ou Espere. Qualquer uma das três respostas será a melhor pra nossas vidas! Pergunte a Deus, e siga a resposta. Assim você será um autêntico vencedor: submetendo a sua vontade à vontade de Deus: Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Isaías 55:9.

Que você tenha um excelente dia, ouvindo a voz de Deus, como uma ovelha escuta a voz de seu pastor! E que ao ouvir, confia que sua vida estará a salvo de todo a qualquer mal; que estará sendo guiada por caminhos abençoados e frutíferos! “Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas. Salmo 23:2”.

As minhas ovelhas escutam a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que as me deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um. João 10:27-30”.

Grande abraço,

Hélio Roberto.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Semeando o Perdão

“Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós.” Mateus 6:14

Eu perdôo! Essa é a resposta da maioria das pessoas. Mas você consegue pedir perdão? Na relação do perdão, em uma visão limitada e mundana, quem perdoa assume uma posição de superioridade, enquanto quem pede perdão assume uma posição de inferioridade.

No entanto, o perdão é algo vindo diretamente do coração de Deus. Deus é o principal exemplo da prática do perdão verdadeiro. Perdoar significa verdadeiramente esquecer. Por vezes, dizemos que perdoamos, mas mantemos um registro de erros cometidos por outrem, e, na primeira oportunidade, “arrotamos” tudo aquilo que estávamos guardando e apenas esperando a hora “certa” de falarmos. Isso não é perdão. Isso é falsidade! É enganação! É hipocrisia!

Deus quando nos perdoa, esquece daquela transgressão, daquele pecado! Diz-se que Deus joga no “mar do esquecimento” nossos pecados perdoados, e o Espírito Santo coloca uma placa que diz: “proibido pescar”!

O versículo citado acima (Mateus 6.14) não quer dizer que Deus somente nos perdoará se perdoarmos quem nos pediu perdão, porque isso iria de encontro à Graça e Misericórdia de Deus que são infinitas e incondicionais. Na verdade, o versículo ensina que Deus nos perdoa; assim, devemos seguir o que Ele nos ensina, perdoando nossos ofensores, até porque o perdão é um ato legítimo de verdadeiro amor: amor ágape (amor de Deus).

Quando alguém diz que não consegue perdoar, na realidade ela fala: “não quero perdoar”. O perdão é um ato de vontade! Decida perdoar e rejeitar todo rancor, ódio ou ressentimento que possa existir no seu coração. Se você acha que não consegue, peça o auxílio de Deus. Ajoelhe-se diante do Senhor e dispa-se de toda vergonha, colocando diante Dele todas as suas necessidades. Digo mais, até mesmo quando você estiver teoricamente “certo”, ou seja, mesmo quando alguém o tiver ofendido, peça perdão! Coloque a humildade diante do orgulho e seja um exemplo de verdadeiro cristão! Qual desses sentimentos você acha que reflete a vontade de Deus? A humildade ou o orgulho?

Uma coisa é fato: o ato de não perdoar nunca ensejará uma pacificação! Sejamos pacíficos! “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. Mateus 5:9”. Amemos nosso próximo de todo coração. E para espargirmos esse amor, precisamos estar conciliados uns com os outros. Seja verdadeiramente filho de Deus, seguindo e obedecendo a Sua vontade e seguindo o exemplo do Senhor dos senhores: Jesus Cristo de Nazaré: “Jesus, porém, dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Lucas 23:34a”

Que você tenha um excelente dia, sabendo que o perdão é a forma mais sublime e transparente de se demonstrar o amor ágape a um irmão. Que possamos estar a praticar esse ato de verdadeiro amor, para honra e glória Daquele que nos ensina todas as verdades celestiais: Cristo Jesus!!!

Grande abraço,

Hélio Roberto.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Necessidade de Conviver

“Aquele que vive isolado busca seu próprio desejo; insurge-se contra a verdadeira sabedoria.” Provérbios 18:1

Em tempos de egoísmo extremo, vemos que o “Eu” está a sobrepor o “Nós” ou o “Você”.

Algumas pessoas simplesmente se isolam do mundo. É bem verdade que Cristo nos afirmou que não somos desse mundo: “Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. João 17:18”, mas isso não quer dizer que devemos nos isolar daqueles que nos cercam; ao contrário, devemos nos aproximar das pessoas cada vez mais em amor, buscando entendê-las e conviver com empatia, e não com simpatia.

Simpatia quer dizer ser gentil, ser educado. Já a empatia quer dizer, literalmente, colocar-se no lugar de outra pessoa, sentir as suas dores, gozar de suas alegrias; ou seja, é compartilhar sentimentos e emoções. O teólogo Leonardo Boff, expoente da Teologia da libertação no Brasil, disse certa vez que todo ponto de vista é a vista de um ponto; ou seja, o seu ponto de vista é a vista do ponto no qual você se encontra, uma vez que o ponto de vista de outra pessoa é a vista do ponto no qual ela se encontra. Contudo, conviver com empatia significa ir para o ponto no qual a outra pessoa se encontra, para, assim, conhecer e entender a vista – visão – que ela tem sobre determinado fato.

O versículo-chave supracitado (Provérbios 18:1) nos ensina que se isolar dos outros está em desacordo com a verdadeira sabedoria, ou seja, está em desacordo com a sabedoria divina. Cristo viveu em comunidade. Estava sempre cercado de alguém, distribuindo Sua palavra de conforto e verdade, bem como seu eterno amor.

Quando temos uma complexa engrenagem, ao tirarmos a menor catraca que seja, todo o conjunto pára de funcionar! De igual modo, é mais fácil rasgar uma folha de papel que um grosso livro, pois esta folha está sozinha, enquanto a união de todas as folhas dificulta o seu rompimento.

É interessante como os porcos-espinhos sobrevivem ao frio do inverno. Eles se aproximam instintivamente, pois o calor de seus corpos aquece uns aos outros naquele gélido inverno.  Contudo, eles acabam por se machucarem. Aqueles afiados espinhos, à medida que se aproximam, furam aquele que está em sua circunvizinhança. Mas eles não se afastam mesmo com toda a dor dos espinhos... Por quê? Porque aquela dor faz parte do processo de aquecimento. Se eles se afastarem, morrerão de frio! Ora, todos nós também temos defeitos e condutas particulares, e devemos aprender a conviver, utilizando-se do amor de Deus, com os espinhos dos outros. Talvez aquela pessoa que esteja te machucando com seu “espinho” seja a mesma pessoa que está te aquecendo, livrando-te do frio!

Na Igreja primitiva, os apóstolos se reuniam unanimemente. Reuniam-se com amor e alegria: Todos estes perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele” Atos 1:14

Nós devemos entender que precisamos uns dos outros, e que podemos ser úteis a outras pessoas! Que temos qualidades e que devemos compartilhá-las. Ao nos isolarmos, talvez estejamos privando dos outros o melhor de nós!

Paulo nos ensina que a Igreja é o corpo de Cristo: “Agora me regozijo no meio dos meus sofrimentos por vós, e cumpro na minha carne o que resta das aflições de Cristo, por amor do seu corpo, que é a Igreja; Colossenses 1:24”. Ora, o que é um corpo? Corpo se resume em um conjunto de membros interdependentes. E assim somos nós, um conjunto de pessoas (membros), como Igreja de Cristo, interdependentes; ou seja, dependentes uns dos outros!

Que você tenha um excelente dia, compartilhando sua companhia, seu cuidado e o seu amor, proveniente de Deus, com aqueles que o cercam, na certeza de que como membros, precisamos nos unir uns com os outros para formar o maravilhoso e mais forte corpo que existe: o corpo de Cristo!

Grande abraço,

Hélio Roberto.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Medida do Julgamento


“Portanto, és inescusável, ó homem, qualquer que sejas, quando julgas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas o outro; pois tu que julgas, praticas o mesmo.” Romanos 2.1

Em uma realidade em que sempre o que pensamos, ou melhor, sempre o que nos favorece de algum modo (financeiramente, moralmente, culturalmente, etc) é o correto, o julgamento tem se tornando conduta recorrente.

Precisamos entender que não temos o atributo divino da onisciência (saber todas as coisas), para, de algum modo, olhando apenas aquilo que nos está à vista, julgarmos determinado fato ou pessoa.

Como é difícil não julgar ninguém! Mesmo sem perceber, recorrentemente, estamos a julgar outrem.

E o mais sério no ato de julgar é que seremos julgados na mesma medida em que julgamos! Digo que o julgamento, geralmente, é precedido pelo preconceito, ou seja, conceito prévio de algo ou de alguém. Se algo não está em nossa lista de valores – morais, éticos ou sociais – de imediato taxamos (julgamos) como errado.

Precisamos ser mais humildes e entender que não somos em nada melhores que os outros para, de algum modo, estarmos nos sentindo no direito de julgarmos quem quer que seja. Precisamos entender que somos pó! Porquanto és pó, e ao pó tornarás. Gênesis 3: 19b”. Que nossa limitada mente não pode penetrar no coração de outra pessoa para, verdadeiramente, entender o que ela possa estar passando naquele momento.

Um velho ditado diz o seguinte: “Enquanto apontamos o dedo para alguém, outros três dedos apontam para nós”. Não tem jeito! Ao julgarmos alguém, estamos julgando a nós mesmos!

É partir de um ato de vontade própria, policiando-se, e com o auxílio Deus, que conseguimos vencer essa barreira tão desastrosa e que nos torna cada vez mais soberbos, qual seja a rotineira atitude de julgar; e a Palavra de Deus ensina que “A soberba precede a destruição, e a altivez do espírito precede a queda. Provérbios 16.18”.

Afinal, todos nós temos defeitos. Todos nós, sem exceção, erramos. Então o que nos dá o direito de simplesmente nos acharmos melhores que os outros?

Na verdade, quando nos dispomos a julgar outra pessoa, significa que nossa visão está deturpada por nossos próprios erros, o que nos faz pensar que podemos estar a observar minuciosamente a vida de alguém e tomar juízos de valores.

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. (...) Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão. Mateus 7: 1,2, 5)”.

Que nosso Senhor possa nos dar discernimento e pureza de coração, de modo que possamos realmente ver que não somos dignos de julgar ninguém! Que somente Deus sabe todas as coisas, e somente Ele é digno de qualquer julgamento; devendo nós nos resguardarmos de quaisquer armadilhas nesse sentido, para que sempre possamos olhar com bons olhos aquilo que nos rodeia, uma vez que, se algo ao nosso redor estiver tentando nos afligir, o Senhor nos mostrará e livrará; mas isso deve vir de Deus, e não de nós.

Que você tenha um excelente dia na presença do Senhor, e que possamos buscar verdadeiramente não julgar nossos irmãos, e sim tentar ajudá-los de todo coração, seguindo o que o Senhor Jesus nos ensina: “Então, erguendo-se Jesus e não vendo ninguém senão a mulher, perguntou-lhe: mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais. João 8: 10,11”

Grande abraço,

Hélio Roberto.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Verdade que Liberta

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8.32

Desde o início da raça humana, pelos confins do mundo, diversas foram as formas de se encontrar respostas aos questionamentos do homem. Questionamentos de toda natureza. Com isso, diversas foram as religiões* que surgiram no decorrer desses questionamentos.

Da grande diversidade de religiões existentes nos tempos atuais, vê-se que o homem, por vezes, fica como um barco à deriva, sem rumo e sem direção, a mercê de quaisquer ventos.

Do ponto de vista da ciência, quando o homem deseja saber se algo é certo ou errado, ele vai para o experimento, ou seja, ele vai reproduzir determinado fenômeno em laboratório. Já quando se fala em Deus, na teologia, devemos recorrer ao instrumento da verdade absoluta, ou seja, à Bíblia. Embora hajam diversas obras teológicas e filosóficas tentando explicar a essência de Deus, é somente no livro da verdade – Bíblia Sagrada – que se pode realmente entender e aprender sobre Deus.

Jesus Cristo disse que conhecendo a verdade, seremos libertos! Isso porque estaremos desamarrados (libertos) de sofismas e falácias impostas por pessoas persuasivas e com interesses próprios e obscuros.

Não devemos ser como marionetes! Temos o instrumento da verdade nas mãos. Ele será o divisor de águas em nossas vidas. Devemos checar se o que está sendo dito por sacerdotes realmente está de acordo com o que está escrito.

Sinceramente, me preocupa a quantidade de pessoas que tomam por verdade absoluta aquilo que outras falam sem checar a “literatura”, sem checar a verdade. Quantos são enganados? Quantos são manipulados? Não podemos fazer parte desse rol de pessoas! Precisamos conhecer, de fato, nosso manual de vida – A Bíblia – e segui-lo não porque alguém falou que tinha que ser de determinada forma, mas sim porque nós mesmos vimos que aquela atitude está de pleno acordo com a vontade maravilhosa de Deus!

Imaginemos se não tivéssemos a Bíblia. Onde iríamos achar refúgio? Onde encontraríamos as resposta para nossas dúvidas existenciais, psicológicas, espirituais e emocionais? Deus nos ama tanto que nos deu um manual de vida! Para ser vivido de pleno coração, discernindo a vontade de Deus! Para termos uma vida sem fardos pesados, sem peso, sem imposição, mas por prazer! “Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mateus 11.30”

Devemos viver os preceitos bíblicos por amor! Por prazer! Por satisfação! Por alegria! A vontade de Deus não foi, não é e nunca será um fardo pesado. A vontade de Deus é perfeita e agradável.

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12.2”

Meu caro amigo, seja crítico. Crítico no sentido de verificador. Confira tudo com o livro da verdade. Somente assim você poderá ser verdadeiramente liberto! Liberto em Cristo! O salmista escreveu: “lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho. Salmo 119.105” Isso nos mostra que é na palavra de Deus que teremos o nosso caminho verdadeiramente iluminado.

Quando não somos libertos, somos escravos! Não há meio termo. O oposto de liberdade é escravidão! O teólogo americano Warren W. Wiersbe disse que “a pior escravidão é aquela em que o cativo não reconhece sua situação. Pensa ser livre, quando na verdade, é escravo.” Os fariseus pensavam ser livres, mas estavam a serviço do pecado. A liberdade dita por Cristo é a liberdade espiritual.

A quem você efetivamente tem obedecido? Você conhece consistentemente a verdade? Ou acha que conhece porque ouviu alguém falar?

Se você conhece porque ouviu alguém falar, saiba que eu não deixaria algo tão importante e maravilhoso escapar por entre meus dedos!

Que você tenha um excelente dia, na reflexão de que somente seremos verdadeiramente livres quando conhecermos efetivamente a verdade. E essa verdade se chama Jesus Cristo!

P.S.: * A palavra Religião deriva do termo latino "Re-Ligare", ou seja, religar o homem a Deus.
Grande abraço,

Hélio Roberto.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Em Busca de Um Milagre


“Ao romper do dia saiu, e foi a um lugar deserto; e as multidões procuravam-no e, vindo a ele, queriam detê-lo, para que não se ausentasse delas. Ele, porém, disse-lhes: É necessário que também às outras cidades eu anuncie o evangelho do reino de Deus; porque para isso é que fui enviado.” Lucas 4.42,43

Em um primeiro momento podemos estranhar a atitude de Cristo em se ausentar das pessoas que queriam insistentemente estar em Sua presença. Entretanto, há uma revelação de grande monta nessa passagem bíblica.

Essas multidões queriam, na verdade, continuar na presença de Jesus em virtude dos grandes milagres que Ele operou: pela cura de diversas doenças que apareciam, bem como pela libertação daqueles que o buscavam: “Ao romper do sol, todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam; e ele punha as mãos sobre cada um deles e os curava. Lucas 4.40”.

Cristo tem poder e autoridade para curar cada uma de nossas doenças, seja ela física, emocional, psicológica ou espiritual. Cristo tem poder para fazer aquilo que todos simplesmente podem declarar com impossível, pois para Deus o impossível, categoricamente, não existe!

Contudo, Jesus não ficou! Por quê? Por que Cristo se ausentou daquelas multidões?

Com uma simples afirmação podemos responder a estes questionamentos: todos aqueles que foram curados à época de Cristo, um dia morreram!

A principal cura de Jesus Cristo é a espiritual! E esta, sem dúvida é a mais importante. Jesus optou em levar o evangelho a outras pessoas porque Ele sabia que somente com evangelho é que a eterna cura seria derramada sobre os homens! Somente com evangelho é que estaríamos verdadeiramente libertos! Somente com o evangelho é que conheceríamos a Deus, a ponte de termos intimidade com Ele!

Jesus optou em nos presentear com a cura eterna, cura essa que nem a morte pode nos arrancar! “Porque, se pela ofensa de um só, a morte veio a reinar por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Romanos 5.17”.

Cristo, em Sua perfeita sabedoria, sabia o que realmente aquele povo precisava. Eles precisavam conhecer a Deus (Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem a Pai senão por mim. João 14.6); precisavam se reconciliar com Deus (E não somente isso, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora temos recebido a reconciliação. Romanos 5.11); precisavam ver a Deus (E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. João 12.45).

Qual tem sido o seu relacionamento com Deus? Qual têm sido as suas intenções para com Deus? Você tem procurado um milagre imediato, ou você tem buscado o milagre maior de estar constantemente ouvindo a voz de Deus? De ter plena convicção de que o Espírito Santo de Deus está com você em cada milésimo de segundo de sua vida?

Que você tenha um excelente dia, sabendo que o que Deus tem nos guardado não pode sequer ser imaginado por qualquer ser humano, quão grande é seu magnífico amor! Basta apenas você querer e se render, verdadeiramente, aos pés de Cristo, buscando o melhor que Ele tem nos reservado: a plenitude de uma vida íntima com Deus, recebendo milagres no presente sim, mas sentindo em nossas entranhas, diariamente, a sobremaneira presença do Deus Todo-Poderoso.

“Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. 1 Coríntios 2.9”

Busque isso! E conheça a Deus como um filho conhece a seu Pai: com íntimo relacionamento.

Grande abraço,

Hélio Roberto.