terça-feira, 4 de outubro de 2011

Língua: o adversário mais difícil de se vencer!




“A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma.” Provérbios 18:7

Alguém pode estranhar o título desta mensagem, argumentando que é a partir da língua que nos comunicamos, que proferimos palavras de amor, de carinho, de conforto, de consolo; que conseguimos trocar informações; enfim, é a partir da língua que a comunicação se inicia (embora hajam outros meios de comunicação, a oral é a mais rápida e usual).

Entretanto, esta mesma língua que proclama coisas belas, também machuca! E machuca de uma forma que nem a mais afiada espada poderia machucar. A língua fere a alma, fere a dignidade, fere os valores, fere o respeito; ela acaba sendo a mais perigosa parte de nosso corpo!

“Vês um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o tolo do que para ele. Provérbios 29:20”

Há maior esperança para o tolo do que para aquele que se precipita ao falar! O tolo pode adquirir sabedoria! Mas aquele que fala incontrolavelmente – e na maioria das vezes, com dolo –, para este pouca esperança há, porque ele já sabe o que precisa ser mudado, contudo, simplesmente não age.

Nos dias atuais, é muito mais fácil falar sobre uma porção de assuntos, escondido atrás da retórica, eloqüência e dialética, do que ouvir a Palavra de Deus e obedecer. Precisamos controlar nossa língua e colocá-la sob nosso controle, e não nós sob controle dela!

“Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. Tiago 3:4,5”.

Devemos falar com se já estivéssemos diante de Cristo! Esta é a orientação da Palavra de Deus. Somente se policiando e decidindo colocar um freio na parte mais peçonhenta do nosso corpo – a língua – conseguiremos refrear esse mal. “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei, como havendo de ser julgados pela lei da liberdade. Tiago 2:12”.

A partir do que falamos, poderemos gerar morte e vida! A mesma língua que clama a Deus, que ora, que louva; também agride, amaldiçoa, magoa e fere: Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim. Tiago 3:10”.

Salomão já havia advertido: “A morte e a vida estão no poder da língua; Provérbios 18:21a”. É pela proclamação da palavra que movemos montanhas! Não é de se admirar que Davi clamasse a Deus de modo que o Senhor pudesse guardá-lo de sua língua: “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta dos meus lábios! Não inclines o meu coração para o mal, nem para se ocupar de coisas más, com aqueles que praticam a iniqüidade; e não coma eu das suas gulodices. Salmo 141:3,4”.

Davi sabia que precisava ser guardado de sua própria língua, porque se algo mau saísse pela sua boca, provinha diretamente de seu coração. Cristo nos ensinou que o que faz mal ao homem é o que sai pela boca, pois vem direto do coração: Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem. Mateus 15:18”.

Para cada palavra do livro Mein Kampf [Minha luta], de Hittler, 125 pessoas morreram na 2ª Guerra Mundial. Nossas palavras podem não desencadear guerras mundiais, mas têm o poder de destruir uma vida! Precisamos refletir sobre isso!

O que você tem feito para controlar esse animal feroz? Busque as respostas na Palavra de Deus – nosso verdadeiro manual de vida – e liberte-se! Pare de ser escravo de sua própria língua, e passe a ser senhor dela!

Que você tenha um excelente dia, sabendo que deve partir de você o primeiro passo para “enjaular” tão astuto membro, de modo que ela somente profira palavras que agradem a Deus: Perdão! Por favor! Obrigado! Amo você! Eu te perdôo! Em que posso te ajudar? Que Deus te abençoe! Estou orando por você!

A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. Provérbios 15:1”.

Grande abraço,

Hélio Roberto.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Força ou Fraqueza? Transformação ou Substituição?




“E ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, afim de que repouse sobre mim o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte.” 2 Coríntios 12: 9,10

Ao lermos esta passagem bíblica, podemos achar que agir como Paulo agiu é impossível! Como poderei ter prazer em estar aflito? Como poderei ter alegria em estar em sofrimento? Por acaso isso é alguma espécie de masoquismo? De desequilíbrio psicológico ou mental? Com toda certeza, a resposta é: não!

Paulo estava passando por um grande sofrimento em sua vida. Mas qual foi a sua reação? Ele pediu que Deus o livrasse daquela dor! Ele recorreu a Deus: “acerca do qual três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim; 2 Coríntios 12:8”.

Algumas pessoas quando passam por dificuldades tomam diversas atitudes: (1) se rebelam contra Deus, culpando-o de toda tribulação a qual está passando, proferindo as clássicas perguntas: onde está Deus nesse momento? Não está vendo a dor que estou passando? Como pode ficar quieto vendo meu sofrimento? (2) outras simplesmente desistem; cansam de lutar; (3) outras, por sua vez, vendem a imagem de “fortões”, de valentes, o que exaure todas as suas forças com o passar do tempo, culminando em um colapso.

Deus respondeu a Paulo: a minha graça te basta. Que promessa maravilhosa! Paulo não queria uma explicação, ele queria um consolo. Não vivemos de explicações, vivemos de promessas, pois a promessa alimenta a fé, e a fé sustenta a esperança.

Quando Paulo declarou sua fraqueza, ele se tornou forte. Por quê? Como isso é possível?

No momento em que ele declarou que era fraco, ele recorreu a quem poderia livrá-lo; ele recorreu a Deus, e a partir desse momento, ele se tornou forte! Quando estamos fracos e tentamos resolver o problema por nossas próprias forças, cansamos, fadigamo-nos, desistimos. Mas quando colocamos todas as nossas aflições aos pés de Cristo, temos força, descansamos no Senhor, e nesse momento somos como uma fortaleza impenetrável.

É interessante como o poder de Deus se aperfeiçoa nas fraquezas. Ao observarmos o mar, vemos que nos locais onde as pedras ficam expostas sobre a água, elas são pontiagudas e rugosas. Contudo, nos locais onde as ondas do mar se chocam com as pedras, estas são redondas e lisas! Da mesma forma que as ondas do mar moldam as rochas que a cercam, assim as aflições moldam nosso caráter cristão, fortalecendo-nos aos pés daquele que tudo pode: Jesus Cristo de Nazaré!

Warren W. Wiersbe sabiamente disse que: A força que sabe que é forte, na verdade é fraqueza, mas a fraqueza que sabe que é fraca, na verdade é força.

É comum desejarmos a substituição de determinada aflição por uma dádiva divina. Entretanto, digo que a transformação é mais benéfica que a substituição. Não se ganha sabedoria fugindo de problemas difíceis de resolver; não se ganha coragem tendo medo de tudo; não se ganha força esquivando-se das dificuldades. Devemos transformar as tribulações em aliadas! Paulo não era escravo de seus problemas, ele fazia com que eles trabalhassem a seu favor! Deus não prometeu ausência de tribulações: “No mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16:33b”.

Nas palavras de P. T. Forsyth: “É mais formidável orar pedindo a conversão da dor que sua remoção.” Precisamos agir assim. Agir com alegria em nossas tribulações e fazer com que elas trabalhem ao nosso favor, permitindo que Deus possa moldar o nosso caráter.

Conta-se que determinado ferreiro, após ter decidido seguir a Cristo, recebeu a visita de um amigo que lhe falou assim: é realmente estranho que justamente quando você resolver entregar a sua vida a Deus, as coisas começaram a piorar. Eu não desejo enfraquecer a sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.

Após uma pausa, o ferreiro respondeu: eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito?

Continuou o ferreiro: primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor absurdo até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada.

Prosseguiu o ferreiro: logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita; uma vez apenas não é suficiente.

Continuou o ferreiro: às vezes o aço que chega em minhas mãos não suporta esse tratamento. O calor, as martelas e a água fria acabam por enchê-lo de rachaduras. Eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então eu simplesmente o coloco num monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha oficina.

Concluiu o ferreiro: sei que Deus está permitindo que eu passe pelo fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: Senhor, não desista até que consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim! Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho de almas!

Que maravilhosa lição! Temos conforto ao saber que Deus nunca desistirá de nós!

Na última parte do versículo citado, observamos dois verbos principais: “estar e ser”: “Porque quando estou fraco, então é que sou forte.”. O verbo “estar” denota a idéia de algo passageiro, momentâneo, como: estou com fome; estou cansado; estou triste, etc.

Já o verbo “ser” denota a idéia de uma situação perene, permanente, que não se exaure facilmente com o decorrer do tempo, como: sou alto; sou cristão; sou humano, etc; ou seja, a expressão: “estou fraco” apresenta uma situação temporária, enquanto a expressão: “sou forte” nos traz a idéia de algo consistente, perene! Assim, por mais que você esteja fraco, na verdade, em Cristo Jesus, você é forte, você vencedor!

Que você tenha um excelente dia, podendo transformar as suas angústias de modo que elas possam trabalhar a seu favor, e não contra você! Que você saiba que a única força vem de Jesus Cristo!

“E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus. 2 Coríntios 3: 4,5”.

Grande abraço,

Hélio Roberto.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

É Hora de Calar


“Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que se cale toda boca e todo o mundo fique sujeito ao juízo de Deus.” Romanos 3:19

Por vezes nos pegamos em discussões, contendas, intrigas ou coisas do tipo, sempre querendo, de maneira eloqüente/contundente, refutar o que nos é dito de modo que possamos trazer a nós a opinião alheia de que realmente temos razão sobre algo.

E da mesma maneira tentamos dialogar com Deus. Tentamos justificar nossos pecados ao invés de confessá-los; tentamos encontrar uma justificativa para determinado erro, como se Deus precisasse de nossas justificativas; como se nossa limitada cognição pudesse penetrar no entendimento de Deus, e sabemos que isso é impossível: “quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Romanos 10:33b”.

Na verdade, é hora de calar!

É hora de nos despirmos de quaisquer máscaras, de quaisquer tentativas de ludibriar a Deus. É hora de simplesmente nos calarmos diante do Senhor, reconhecendo que de fato somos nada mais que pó! Que somos, por essência, pecadores em potencial.

“Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros. Romanos 7: 19-23”.

Deus não quer nossas retóricas explicações. O que Ele quer é um coração quebrantado! “Buscar-me-eis, e me achareis, quando buscardes de todo o vosso coração. Jeremias 29:13”. Quebrante seu coração diante do Senhor, e Ele o ouvirá!

Duas perguntas precisam ser feitas: sua boca já foi calada diante do Senhor? Você continua jogando confetes diante da sua própria justiça e se defendendo de Deus? Se esse é o seu caso, digo eu que você deve buscar mudar essa postura o quanto antes. Deus só pode nos salvar quando nos calamos diante Dele como pecadores que somos (falo calar no sentido de não querer justificar nossos pecados). Enquanto estivermos nos defendendo de Deus e vangloriando nossos próprios esforços, não podemos ser atingidos pelo sobrenatural de Deus. Todo o mundo é culpado diante de Deus, e isso inclui você e eu!

Deus não divide a glória dele com ninguém. “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas. Isaías 42:8”. É momento de pararmos de argumentar com Deus, para que possamos permitir que Ele haja! Caso contrário, se a manifestação de Deus acontecesse enquanto tentávamos alcançar nossos objetivos a partir de nossos próprios esforços, no final, daríamos a honra e a glória a nós mesmos, e não a Deus! E já vimos que Deus não divide Sua glória com ninguém.

Que você tenha um excelente dia, calando-se diante do Senhor dos senhores. Confessando sua essência pecaminosa, e clamando pelo renovo de Deus; declarando que somente Ele pode lhe restaurar completamente.

Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus, enviando a seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado. (...) E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. Romanos 8: 3,11”.

Grande abraço,

Hélio Roberto.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Eficácia da Oração

“Ou qual de vós é o homem que, se seu filho lhe pedir um pão, lhe dará um pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” Mateus 7:9-11

O que é oração? Orar é nada mais do que dialogar com Deus. E quando falo em diálogo, não estou falando de monólogo, mas de uma conversa onde nós falamos, clamamos, invocamos; e Deus, sabiamente, responde-nos! Esse é o Deus em quem devemos crer, o Deus que responde a seus filhos: “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás. Salmo 50:15”.

Algumas pessoas acham que a oração é uma espécie de fardo; que ela é demasiadamente cansativa; que por vezes se torna até mecânica, repetitiva, etc. Contudo, a verdadeira oração, ou seja, a oração que efetivamente move o mundo espiritual é aquela realizada com pureza de coração. Não são necessárias palavras eruditas, construções verbais complexas; o que realmente interessa é a pureza de coração, é uma oração sem falácias, sem máscaras, sem sofismas, sem enganações! A Palavra de Deus nos ensina que quando buscarmos a Deus de todo coração, O encontraremos: “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. Jeremias 28:13”

Precisamos derrubar todas as máscaras que nos afastam de Deus. Ele nos conhece, e quer que nos dispamos de toda e qualquer falsidade ao dialogar (orar) com Ele. Sinceridade, é o mínimo que devemos oferecer a Deus: a nossa pureza de coração. Não adianta reverência, adoração, louvor, se estes não partirem de um coração sincero e sedento da presença de Deus.

Cristo nos ensina que Deus a toda hora está disposto a nos ouvir, e que tudo que pedirmos a Deus, com fé no coração, receberemos! “Por isso vos digo que tudo o que pedirdes em oração, crede que o recebeis, e tê-lo-eis. Marcos 11:24”. Com relação a essa afirmação, precisamos, primeiramente, submeter nossas vontades à vontade de Deus, afinal, quem dá a palavra final em tudo em nossas vidas é Deus, e não nós!

O problema ocorre quando tentamos barganhar com Deus; quando tentamos negociar com Deus, com frases do tipo: “Se o Senhor fizer isso, farei tal coisa” Precisamos entender que Deus nos conhece de ponta a ponta; por dentro e por fora; no passado, presente e também como estaremos no futuro. É uma tolice tentar enganar a Deus!

Algumas pessoas clamam a Deus visando a seus próprios deleites, seus próprios prazeres, com coisas do tipo: “Senhor, ajuda-me na balada! Senhor, faz com que eu ganhe naquele jogo de azar, etc”. Mas a Palavra de Deus também nos adverte quanto a isso: Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Tiago 4:3”.

Como bem colocou o pregador Warren W. Wiersbe: Quem está em guerra consigo mesmo por causa de desejos egoístas é sempre infeliz. Se há guerra do lado de dentro, também acabará havendo do lado de fora. Alguém disse bem que o objetivo da oração não é fazer com que a vontade do homem se realize no céu, mas que a vontade de Deus se realize na terra. Não somos seres humanos vivenciando uma experiência espiritual; somos seres espirituais vivenciando uma experiência humana. Afinal, somos filhos do Deus todo-poderoso.

O profeta Eliseu, clamou a Deus e o Senhor curou uma criança que já estava morta: “Quando Eliseu chegou à casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama. Então ele entrou, fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor. (...) então o menino espirrou sete vezes, e abriu os olhos. 2 Reis 32, 33, 35b”.

O profeta Elias, antes que o fogo descesse do céu e consumisse o holocausto, prostrou o rosto em terra e clamou ao Senhor! Sucedeu que, no momento de ser oferecido o sacrifício da tarde, o profeta Elias se aproximou, e disse: O SENHOR Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme à tua palavra fiz todas estas coisas. (...) Então caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego. 1 Reis 18: 36,38”

Sansão, quando já havia perdido suas forças, orou com todo seu coração ao Senhor, e este o restabeleceu mais uma vez: Então Sansão clamou ao SENHOR, e disse: Senhor DEUS, peço-te que te lembres de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos. Juízes 16:28”

Deus nos ouve! O que precisamos fazer é passar mais tempo com os joelhos no chão conversando com Ele do que tentando ser donos da verdade, tentando burlar nossa insuficiência de fazermos algo sozinhos. Dois versículos traduzem bem essas duas verdades: “Porque não podes tornar um só cabelo branco ou preto. Mateus 6:36b” e “Posso todas as coisas naquele que me fortalece. Filipenses 4:13”.

Que seu dia seja abençoado, a partir de um verdadeiro diálogo com Deus! Ele sabe do que precisamos, mas quer ouvir a nossa voz. Deus quer que confiemos nele plenamente. Converse com Deus, e descubra as maravilhas que Ele tem reservado pra você!

“Do meio da angústia invoquei o Senhor; o Senhor me ouviu, e me pôs em um lugar largo. Salmo 118:5”

Grande abraço,

Hélio Roberto.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Jumenta Falou

“Nisso abriu o Senhor a boca da jumenta, a qual perguntou a Balaão: que te fiz eu, para que me espancasses estas três vezes? (...) Disse-lhe o anjo do Senhor: por que já três vezes espancastes a tua jumenta? Eis que eu te saí como adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim; a jumenta, porém, me viu, e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela não se tivesse desviado de mim, na verdade que eu te haveria matado, deixando a ela com vida.” Números 22: 28,32,33
 
Esta é uma passagem bíblica que nos retrata uma série de verdades.
 
Céticos poderiam dizer que se trata de uma alegoria dizer que uma jumenta falou; mas o que é fazer uma jumenta falar pra quem fez a própria jumenta? Um de nossos tantos erros é querer dar forma e método para as coisas de Deus. Devemos aprender que os pensamentos de Deus são insondáveis: “quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Romanos 10:33b”
 
Mas eu vejo uma lição verdadeiramente poderosa nessa passagem. Como se pode constatar dos versículos acima citados, Balaão espancou sua jumenta por três vezes. Ele vinha seguindo por um caminho que não agradava a Deus. Então Deus mandou um anjo para que este tirasse a vida de Balaão; contudo, a jumenta conseguiu ver o anjo com sua espada na mão, e por três vezes mudou a sua rota; ou seja, por três vezes, a jumenta salvou a vida do seu amado dono (Balaão).
 
E o que foi que Balaão deu em troca à jumenta? Ele a espancou repetidamente!
 
Quantas vezes nós espancamos aqueles que nos cercam? Quantas vezes espancamos aqueles que estão a salvar as nossas vidas? Quantas vezes espancamos aqueles que nos são fiéis e nos amam?
 
Na verdade, aquele pobre animal estava com mais sanidade do que o grande profeta Balaão. E dessa forma nos comportamos com os que nos cercam: tão cheios de soberba e tão cheios de si mesmos que acabamos por maltratar e castigar as pessoas que, na maioria das vezes, encontram-se em um estado – financeiro, social, intelectual, etc – inferior ao nosso, sendo que, na verdade, nós é que nos comportamos como “animais irracionais”.
 
Balaão estava extremamente irritado porque a sua jumenta estava desviando o caminho dele. Por vezes, nossas vidas são levadas para outros caminhos, e começamos a esbofetear todo mundo, na miudez de nosso entendimento, achando sempre que a nossa vontade é que tem que ser atendida, que nosso querer é soberano sobre tudo e todos.
 
A palavra de Deus fala: “mas foi repreendido pela sua própria transgressão: um mudo jumento, falando com voz humana, impeliu a loucura do profeta. 2 Pedro 2:16”.
 
É impressionante como agimos como loucos quando “espancamos” quem nos cerca.
 
Que nós possamos ter discernimento para vermos além das circunstâncias que nos surgem à vista. Que possamos valorizar os “jumentos” que nos sustentam em suas costas, muitas vezes doando suas próprias vidas!!!
 
Que você tenha um excelente dia, agradecendo a Deus pelos amigos, irmãos e familiares que você tem, mesmo que eles estejam contrariando sua egocêntrica vontade; talvez essa contrariedade seja pra salvar a sua vida!   
 
Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros. Pois toda a lei se cumpre numa só palavra, a saber: amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Gálatas 5: 13,14”.
 
Grande abraço,
 
Hélio Roberto.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Força Inabalável


“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” 1 João 5:4

Em um mundo extremamente cético e científico, falar de fé, por vezes, acaba sendo algo extravagante e diferente. Contudo, a fé é simplesmente a forma mais linda de se entregar inteiramente ao Senhor.

Mas o que é fé? A Palavra de Deus, em Hebreus 11:1, diz que “fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a provas das coisas que não se vêem”. Firme fundamento das coisas significa dizer que fé é o alicerce, a base, a coluna, a certeza daquilo que se espera. Na verdade, quando se tem fé, apenas esperamos chegar a hora de algo acontecer sem que a dúvida nos acometa. Prova das coisas que não se vêem! Prova é o meio pelo qual se ratifica alguma coisa; é algo que dá veracidade a um fato; é algo que torna um evento duvidoso em verdade absoluta. Isso é prova; e a nossa fé torna algo invisível em real e inquestionável!

Precisamos entender de todo coração a verdadeira força que a nossa fé tem.

Quando testemunhamos milagres, alguns podem dizer que foi a nossa fé, simples e unicamente, que operou aquele milagre. Isso não é e nunca foi verdade. Somos limitados: “porque não podes tornar um só cabelo branco ou preto. Mateus 5:36b”. Na verdade, a nossa fé é parte essencial na execução de milagres, entretanto, essa fé deve estar direcionada a Alguém que possa realmente agir ativamente, e esse alguém é, senão, Deus! Ora, pode alguém ter fé em uma estrela, ou em uma pedra, ou em uma árvore. De certo que milagres não acontecerão, visto que a fé é o meio pelo qual se sensibiliza o coração de Deus, e não o coração de uma estrela, ou de uma pedra, ou de uma árvore, uma vez que estes nada podem!

Jesus quando curava – e era Ele quem curava – dizia que a fé daquela pessoa a teria curado. Na verdade, o Senhor dizia que através da fé daquele irmão, Ele – o Cristo – o havia curado, pois Deus conhece verdadeiramente cada célula do nosso corpo e cada pensamento que nos pertence.

“Disse-lhe Ele: filha, a tua fé te salvou, vai-te em paz, e fica livre desse teu mal. Marcos 5:34”. Quem curou foi Jesus, mas antes Ele sondou o coração e a fé daquela mulher.

Nesse trecho da epístola de João, acima citado, vemos que somos vitoriosos por sermos filhos de Deus! Que coisa maravilhosa! Precisamos viver essa verdade.

Pergunto-me porque alguns cristãos são tão fracos! Vemos, e não de forma rara, feiticeiros e esotéricos se mostrando bem mais fortes que os cristãos. Por quê? Porque quem se utiliza do pouco que tem, utiliza-se mais do que aquele que não se utiliza, em nada, do muito que tem. Deus é forte, mas seu povo, por vezes, apresenta-se como fraco. Ora, precisamos nos utilizar das maravilhas de Deus! Deus é o nosso muito! Não podemos abrir mão disso! Somos filhos de Deus e vencedores! Precisamos tomar o lugar que nos é de direito! Precisamos parar de choramingar e levantar a cabeça, na certeza de que nada nos deterá, porque já fomos proclamados vitoriosos em Cristo!

Conta-se que um soldado do exército de Alexandre, O Grande, não lutava com bravura e sempre ficava para trás quando deveria avançar. O grande general abordou-o e perguntou:

- Qual o seu nome, soldado?
- Meu nome é Alexandre – o homem respondeu.
O general olhou-o diretamente nos olhos e disse com firmeza:
- Ou você vai à luta ou você muda de nome!

Qual é o nosso nome? “Filhos de Deus – aqueles que são nascidos de novo e pertencem a Deus”. Como dizia o teólogo americano Warren W. Wiersbe: “nosso nome trás consigo a certeza da vitória. Ser nascido de Deus significa ter parte na vitória de Deus.”

Não é a fé em nós mesmos, mas a fé em Jesus Cristo nazareno.

Um veterano da Guerra Civil dos Estados Unidos andava vagando de um lugar para o outro pedindo uma cama para dormir e um prato de comida, sempre falando sobre seu amigo, o “senhor Lincoln”. As seqüelas dos ferimentos de combate não permitiam que ele trabalhasse normalmente, mas não parava de falar do seu amado presidente.

- Você diz que conheceu o presidente Lincoln – disse-lhe um cético – Se isso é verdade, então prove.
Ao que o homem respondeu:
- Sem problemas, eu tenho aqui um pedaço de papel que o próprio senhor Lincoln assinou e me entregou.
- Não sei ler direito – desculpou-se – mas sei que essa assinatura é do senhor Lincoln.
Outra pessoa que estava por perto leu o que se encontrava no papel e perguntou:
- Você sabe o que diz aqui? Você tem direito a uma excelente pensão do governo autorizada pelo senhor Lincoln. Não precisa viver como mendigo! Graças ao senhor Lincoln você é um homem rico!

E eu digo, temos uma ótima pensão autorizada diretamente pelo Senhor Jesus! Não precisamos viver como mendigos ou derrotados! Graças a Jesus Cristo somos milionários! Temos um galardão de maravilhosas bênçãos, preparadas diretamente para nós! Oh que maravilhosa realidade! Que maravilhosa certeza!

Que você tenha um excelente dia, na plena certeza de que, como filho de Deus, você tem lugar de destaque em tudo que fizer, pois você já foi proclamado vitorioso em Jesus Cristo!

“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Romanos 8:37”

Grande abraço,

Hélio Roberto.