sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Palavra Torpe



“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem.” Efésios 4:29

Prezados amigos, esse foi um tema sugerido por uma leitora do blog, motivo pelo qual pedimos orientação a Deus para que escrevêssemos conforme a Sua santa vontade.

Essa passagem bíblica nos orienta quanto ao nosso modo de falar, após termos conhecido verdadeiramente a Jesus Cristo.

Quando entregamos nossas vidas a Cristo, passamos a ser exemplo a outras pessoas; com isso, o nosso modo de agir não pode ser igual ao que era antes, uma vez que nossas atitudes e comportamento serão como referência de que Deus está conosco. Algumas pessoas resistem em mudar de postura ao se entregarem a Cristo, com receio de desagradarem àqueles que o cercam. Ora meus caros, se você não mudar de atitude, aqueles que o cercam indagarão que, já que você não mudou quando conheceu a Deus, por que eles precisam mudar? Vão acreditar que estão sob uma conduta correta e ilibada perante Deus, já que aquele (você) que se entregou a Cristo, em nada mudou!

Palavrões, agressões e xingamentos são o produto de uma vida cada vez mais longe de Deus. Paulo nos adverte de que de nossas bocas devem sair palavras de edificação! Edificar significa construir, levantar; é o contrário de demolição. A Palavra de Deus também nos ensina que essa edificação é necessária, e nos delega a função de proferir palavras edificadoras!

Aqueles que ouvem essas palavras edificantes, percebem a graça de Deus, e vêem o Poder transformador de Deus na vida daqueles que o temem. Jesus Cristo nos advertiu sobre a prestação de contas no que tange às palavras proferidas por nossas bocas: “Digo-vos, pois, que de toda palavra fútil que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo. Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado. Mateus 12: 36,37”.

Além disso, há uma ligação muito próxima entre a boca e o coração: “Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. Mateus 12:34b”. Sem dúvida, a boca é o reflexo do coração, ou seja, uma boca límpida reflete um coração límpido, sendo que uma boca podre reflete um coração podre!

Meus amigos, quando nos entregamos a Cristo, somos transformados em novas criaturas: “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17”; e quando somos feitos novas criaturas em Cristo Jesus, não podemos continuar com as velhas e desprezíveis atitudes: “Mas agora despojai-vos também de tudo isto: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca; não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou. Colossenses 3:8,9”. Devemos nos vestir do homem novo, seguindo a vontade e o coração de Cristo, ou seja, seguindo a imagem do nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré!

Meus amigos, as palavras que saem de nossas bocas devem ser temperadas como o sal, ou seja, devem dar sabor ao ambiente que nos cerca: A vossa palavra seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um. Colossenses 4:6”. O sal, à época de Cristo, era um produto de extremo valor! Era com o sal que se conservavam os alimentos; o sal servia para fortificar o solo com os nutrientes necessários. O sal era algo tão valioso que foi a partir dele que surgiu a palavra “salário”, ou seja, recebimento de determinada quantidade em valor como pagamento por um serviço prestado.

E é assim que devem ser nossas palavras: temperadas com sal! Ou seja, dando o gosto e o sabor da presença de Deus àqueles que nos cercam!

É interessante como a Epístola aos Romanos trata da evolução da palavra boca; como Cristo transforma o discurso e o modo de falar de uma pessoa. A boca do pecador está cheia de maldição: “A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo dos seus lábios; e a sua boca está cheia de maldição e amargura. Romanos 3:13,14”; mas quando este pecador crê em Jesus Cristo, sua boca confessa a Jesus como Senhor: Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para salvação. Romanos 10:9, 10”. A boca do pecador condenado é calada diante do trono de Deus: “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que se cale toda boca e todo o mundo fique sujeito ao juízo de Deus. Romanos 3:19”; mas da boca do Cristão saem louvores ao Deus Todo-Poderoso: “Para que unânimes, e a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso senhor Jesus Cristo. Romanos 15:6”.

Espero que você tenha um maravilhoso dia e um ótimo fim de semana, moldando as suas palavras de acordo com os preceitos de Deus, para que o que saia de sua boca sirva para a edificação dos que o cercam, e não para a demolição destes, para honra e glória de nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré!

 “A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá de seu fruto. Provérbios 18: 21”.

Grande Abraço,

Hélio Roberto.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

As crianças e o reino de Deus



“Então lhe trouxeram algumas crianças para que lhes impusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreenderam. Jesus, porém, disse: deixai as crianças e não as impeçais de virem até mim, porque de tais é o reino dos céus.” Mateus 19:13,14

Prezados amigos, esse foi um tema sugerido por uma leitora do blog, motivo pelo qual pedimos orientação a Deus para que escrevêssemos conforme a Sua santa vontade.

Maravilhosos são os ensinamentos de Jesus Cristo sobre a essência das crianças. Cristo as utiliza com exemplo de coração verdadeiramente puro, em obediência ao que Deus espera de nós.

Não é de se estranhar que os judeus tenham levado suas crianças para que Jesus as abençoasse, uma vez que isso era comum para eles. Contudo, os discípulos de Jesus foram deveras duros com elas. Na verdade, eles achavam que estavam fazendo um favor a Cristo, achavam que estavam poupando o tempo de Jesus, ou seja, eles não deram a menor importância a elas.

Mas Jesus de pronto os repreendeu! Costumamos aconselhar nossas crianças no sentido de se comportarem como adultos; entretanto, Jesus aconselhou os adultos a se comportarem como crianças! Que maravilhosa revelação!

Mas como são as crianças? Elas são humildes de coração; são verdadeiras; não guardam rancores em seus corações e amam sem falsidades! As crianças vivem muitas experiências, mas entendem pouco do que se passa ao redor delas. Vivem pela fé, e aceitam sua situação perante o mundo, na certeza do cuidado e proteção que terão por parte de seus pais.

Quando uma criança está amedrontada ou quando sofre algum revés, ela logo sai correndo para os braços de seus pais! Que tremendo exemplo a ser seguido no tocante ao nosso relacionamento com nosso Pai celeste! Quantos de nós, ao sofrermos algum revés, saímos correndo diretamente para os braços de Deus? Você entendeu agora porque devemos ser como crianças?

Entraremos no reino de Deus como criancinhas: desamparados, incapazes de nos salvar, totalmente dependentes da misericórdia e graça de Deus! O Senhor não quer que sejamos infantis: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. 1 Coríntios 13:11”. Paulo nos ensina que não devemos ser infantis! Os Coríntios eram como crianças se utilizando de um brinquedo que, um dia, deixaria de existir. Não é dessa característica das crianças que Cristo fala; Ele fala do coração delas, e, ainda mais, da total dependência das crianças para com seus pais, assim como devemos ser totalmente dependentes de Deus!

Só para efeito de esclarecimento, Cristo não disse que as crianças não tinham pecados, afinal, todos pecaram em Adão: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram. Romanos 5:12”. Também as crianças necessitam da propiciação de Cristo, ou seja, da remição de seus pecados por meio do sacrifício de Cristo. Contudo, pela pureza de seus corações, isso é muito mais fácil de acontecer! E é esse coração que devemos buscar a cada dia: um coração de amor verdadeiro, de simplicidade, de humildade, de sinceridade, e, sobretudo, de total dependência de Deus!

Há um louvor que bem fala dessa mudança de atitude, ou seja, da transformação do nosso coração, tornando-o semelhante ao de uma criança! Clique aqui e confira!

Espero que você tenha um maravilhoso dia na presença do Deus Todo Poderoso; e que você possa voltar a ser criança quando suas atitudes se referirem ao seu relacionamento com Deus!

 Jesus chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerem como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18: 2,3”.

Grande Abraço,

Hélio Roberto.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cristão Gangorra



“Depois Jesus o encontrou no templo, e disse-lhe: olha, já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior.” João 5:14

Prezados amigos, hoje vou compartilhar com vocês a mensagem que Deus colocou no meu coração em um momento de oração.

Esse versículo trata de um momento em que Jesus encontra, no templo, depois de tê-lo curado, um homem que era paralítico já há trinta e oito anos. Jesus Cristo o adverte que ele já estava curado. Ora, a Palavra de Deus nos revela que aquele que é curado pelo Filho de Deus, é verdadeiramente curado: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:36”.

Podemos extrair alguns valiosos ensinamentos que Jesus quis nos transmitir. Primeiro que quando Jesus Cristo cura, você está verdadeiramente curado. Segundo que o fato de você ter sido curado, não o impede de ficar novamente “doente”. E eu digo que essa cura principalmente se refere à cura espiritual. Quando somos libertos, temos que agradecer a Deus por isso, contudo, não podemos continuar em pecado! Isso ocasionaria um dano ainda pior que o anterior. Foi justamente sobre esse ponto que Jesus advertiu aquele homem: não peques mais, para que não te suceda coisa pior. João 5:14b

Meus caros, Deus é muito bom e misericordioso! Quando um homem peca, Deus coloca o atributo da bondade à frente da situação e dá mais uma chance a esse pecador; e o homem continua pecando, e Deus coloca o atributo da longanimidade à frente da situação e dá mais uma chance a esse pecador; e esse homem, por achar que nada vai acontecer, continua pecando, e Deus usa de sua misericórdia para com esse pecador e dá-lhe mais uma chance de se arrepender; contudo, esse homem não se arrepende e continua a pecar; nesse momento então, Deus se utiliza de sua justiça, movendo sua mão para corrigir aquele pecador. Entretanto, a misericórdia de Deus se sobrepõe à sua própria justiça, tamanho é o seu amor por nós; e no momento em que esse pecador se arrepender de todo coração pelos seus pecados, Deus derrama novamente sua misericórdia sobre ele, salvando-o de todo mal.

Porque se queixaria o homem vivente, o varão por causa de castigo dos seus pecados? Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los, e voltemos para o Senhor. Lamentações 3:39, 40.

Torno a trazer isso à mente, portanto tenho esperança. A benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. Lamentações 3:21-23.

Não raramente encontramos o que eu chamo de Cristão gangorra! Aquele que conhece e teme a Deus, mas não consegue resistir ao pecado. Vive como em uma gangorra: subindo e descendo na vida Cristã! Isso é um grave problema. Como no versículo-chave dessa mensagem, algo cada vez pior é o que aguarda àquele que foi tocado pelo Senhor e continuou pecando. O tratamento daquele que verdadeiramente conheceu a Jesus Cristo para com o pecado deve ser diferente: “Porque quando éreis servos do pecado, estáveis livres em relação à justiça. E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Pois o fim delas é a morte. Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:20-23”.

O pecado é o responsável por nos afastarmos de Deus! Precisamos exterminar cada vez mais o pecado de nossas vidas. Precisamos nos arrepender daquilo que desagrada ao Senhor, pedir perdão, e continuar em comunhão com nosso maravilhoso e perfeito paizinho amado! Meu caro, se você sabe que algo o está afastando de Deus, está afastando você da pessoa mais maravilhosa que você já conheceu e que te faz forte e que nada você é sem ele, ainda assim você continuará agindo dessa forma? NÃO! Afasta-se de qualquer atitude que desagrade a Deus e tenha paz e tranqüilidade no seu coração!

Espero que você e sua família tenham um ótimo fim de semana; e que você busque sempre dar valor à libertação e cura que Jesus Cristo de Nazaré proveu em sua vida!

 Ora, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. Romanos 8:10,11”.

Grande Abraço,

Hélio Roberto.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Dízimo: ato de libertação – Parte 2



“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.” Mateus 23:23

Meus amigos, continuando a mensagem anterior, escolhi como versículo-chave Mateus 23:23. O capítulo 23 do livro de Mateus é também conhecido como o capítulo dos hipócritas, porque Jesus se refere de maneira contundente aos escribas e fariseus, dirigindo-se a eles, por diversas vezes, como hipócritas!

Nesse versículo (Mateus 23:23), Jesus Cristo nos ensina que devemos fazer estas coisas (a justiça, a misericórdia e a fé) sem omitir aquelas coisas (o dízimo).

O dízimo é um ato de fé e de submissão aos preceitos de Deus. O Pastor americano Mike Murdock bem disse que na Bíblia têm assuntos de A a Z. Se você deseja saber sobre , na Bíblia tem; se você deseja saber sobre Salvação, na Bíblia tem; se você deseja saber sobre Espírito Santo, na Bíblia tem; se você deseja saber sobre Curas, na Bíblia tem; se você deseja saber sobre Autoridade, na Bíblia tem; se você deseja saber sobre Família, na Bíblia tem e se você deseja saber sobre Finanças, na Bíblia também tem. Agora não adianta você ler, na Bíblia, as promessas de Deus sobre fé, salvação, curas, autoridade, família e finanças se você não crer em tais promessas! E na questão do dízimo não é diferente!

Precisamos crer nas promessas de Deus, para que a mão de Deus possa se mover a nosso favor!

O dízimo é algo tão sério, que a única vez em que Deus diz para que o coloquemos à prova é com relação ao dízimo. Em qualquer outra situação em que você tentar provar a Deus, você estará ocorrendo em um grave erro, exceto para a questão do dízimo: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal benção, que dela vos advenha a maior abastança. Malaquias 3:10”. Deus permite que o ponhamos à prova na questão do dízimo, de modo que possamos verdadeiramente constatar a Sua fidelidade.

Oscar Lowry, no seu livro The Sin We’re Afraid To Mention (O Pecado Que Receamos Mencionar), conta a História de William Colgate:

“Há já muito tempo, um rapaz de 16 anos deixou a sua casa para procurar fortuna. Levando consigo todos os haveres num pequeno embrulho, dirigiu-se por um caminho ao longo dum canal para uma grande cidade.
À medida que por aí caminhava, encontrou um velho vizinho, capitão dum barco do canal, e entabularam conversa da seguinte maneira:
– Olá William, então aonde vais?
– Não sei – respondeu o rapaz – O meu pai é pobre de mais para me poder sustentar por mais tempo e diz que agora eu devo ganhar para mim.
– Não te importes com isso – ajuntou o capitão – Certifica-te de que começas bem, e continuarás otimamente.
O rapaz contou ao seu amigo que o único ofício de que sabia alguma coisa era o do fabrico de sabão e velas, no qual ajudava o seu pai, quando se encontrava em casa.
Então — disse o velhote — oremos juntos novamente, eu dar-te-ei um pequeno conselho e deixar-te-ei depois partir. Ajoelharam ambos naquele caminho e o homem orou fervorosamente por William e deu-lhe depois o seguinte conselho: Alguém será brevemente o principal fabricante de sabão em Nova Iorque. Tanto podes ser tu como outra pessoa qualquer. Espero que o sejas tu. Sê um bom homem; dá o teu coração a Jesus; dá ao Senhor o que Lhe pertence de cada escudo que ganhares; fabrica o sabão honestamente; não roubes no peso e tenho a certeza de que ainda chegarás a ser um homem rico e bom.
Ao chegar à grande cidade, sem casa nem amigos, lembrou-se destas palavras de despedida e do conselho. Foi levado por elas a entregar-se a Cristo e a unir-se a uma Igreja.
Os primeiros escudos que ganhou, fez-lhe chamar a atenção para o assunto exposto pelo velho capitão. Procurou na Bíblia e viu que se exigia aos Judeus que contribuíssem com um décimo.
– Se o Senhor receber um décimo, dá-lo-ei, disse ele, e assim fez.
Acostumou-se a isto durante a sua longa vida. Um tostão de cada escudo era sagrado perante o Senhor.
Alguns anos depois William tornou-se sócio no negócio e mais tarde o único dono. Foi maravilhosamente abençoado. Então começou a dar dois décimos, tornou-se ainda mais rico e começou a dar três décimos, aumentando depois para cinco. Educou a sua família, estabeleceu planos para a sua vida e disse ao Senhor que Lhe daria 90% do seu rendimento. Prosperou mais do que nunca. As escolas que agora usam o seu nome são monumentos à sua benevolência.”

Esta é a História do Sr. William Colgate que deu milhões de escudos para a causa de Deus e deixou um nome que nunca morrerá. Os produtos com este nome são bem conhecidos em Portugal, no Brasil e em todo o mundo. Para ouvir a História de William Colgate, clique aqui.

Esse é um exemplo de alguém que confiava na provisão de Deus. Não quero dizer que esse é o padrão exatamente a ser seguido. A questão de dar até 90% de sua renda foi uma opção do Sr. William Colgate; o que a Bíblia nos ensina é que devemos devolver 10% de tudo o que ganhamos!

Meus caros, queiram vocês ou não, essa é a vontade de Deus! E quem somos nós para questionarmos os preceitos divinos?

Entretanto, algo precisa ser dito: precisamos dar o dízimo com alegria! Não podemos dar o dízimo com remorso ou com qualquer sentimento que ofusque a verdadeira essência desse ato. Algo eu aprendi no meu processo de crescimento cristão: se você quer colher bênção espiritual, precisa doar-se espiritualmente, ou seja, você precisa semear uma comunhão espiritual, para então colher sua bênção espiritual. Assim também ocorre com as questões financeiras: se você quer bênção financeira, precisa semear finanças! Essa declaração incomoda você? Sabe então quem está te incomodando? Efetivamente não sou eu! Porque o que falo tem fundamentação bíblica. Vejamos: “Mas digo isto: aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama aquele que dá com alegria. 2 Coríntios 9:6,7”. Essa passagem bíblica não se refere especificamente ao dízimo, mas às ofertas. Contudo, fazendo-se uma análise exegética, vemos que o princípio presente no ato de semear é o mesmo em ambos os casos!

Meus amigos, espero ter podido esclarecer a vocês a importância e conseqüências de se devolver o dízimo! Embora algumas questões sejam polêmicas ou pouco populares por diversos fatores, tenho um compromisso com Deus quando escrevo essas mensagens, e não posso fugir do que ensina a Bíblia Sagrada, por mais que isso possa desagradar alguém! Escrevo para agradar a Jesus Cristo de Nazaré, não para agradar aos homens!

Que você tenha um excelente dia, buscando suas respostas no manual deixado por nosso Deus - a Bíblia Sagrada - para que vivamos em perfeita harmonia com a sua vontade, de modo que possamos obter efetivamente uma comunhão, intimidade e relacionamento com nosso Pai amado!

 “Mas buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33”.

Grande Abraço,

Hélio Roberto.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dízimo: ato de libertação – Parte 1



“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança.” Malaquias 3:10

Esse é, de fato, um assunto bem nevrálgico no que tange à vida espiritual, embora poucos sejam aqueles que se propõem a abordar tal assunto. Contudo, não escrevo tais mensagens com o intuito de agradar, mas de levar a verdadeira mensagem de Deus, sem sofismas ou enganações, por mais que não seja o que a maioria gostaria de ouvir.

Até mesmo dentre as Igrejas, quando o tema é dízimo, não é raro que se encontrem cristãos revirando o rosto com um ar de insatisfação. Comentários como: “isso é pra enricar o Pastor”, “dar o dízimo é coisa de babaca” ou “Deus não precisa do nosso dinheiro” não são difíceis de serem ouvidos. Muitos são os erros de percepção quando o assunto se trata de dízimos.

Primeiramente precisamos entender, biblicamente, do que se trata o dízimo. A palavra dízimo foi citada pela primeira vez na Bíblia no livro de Gênesis 14:20: “E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo. A palavra dízimo significa a décima parte de algo. Mas por que devemos devolver o dízimo? Será que Deus precisa do nosso dinheiro?

Ora, a primeira observação que faço é que o dízimo não é um pagamento! Alguém pode perguntar: como não? Estou tratando de dinheiro! E eu digo: dízimo se trata de uma devolução! Na verdade, quando vivemos em uma vida dependente de Deus, assim como para os grandes homens de fé que a humanidade já conheceu – por exemplo: Abraão e Jacó, dentre outros – tudo o que recebemos provém de Deus! Portanto, o dízimo é o ato de devolver a Deus a décima parte do que recebemos do próprio Deus! Então, não podemos dizer que estamos pagando o dízimo, mas sim que estamos devolvendo o dízimo do que recebemos do Deus Altíssimo.

Superada essa questão de nomenclatura, vamos tratar da necessidade de se devolver o dízimo e das suas consequências.

Por que devolver o dízimo? O que eu vou dizer agora vai contra a ideia que muita gente tem quando o assunto se refere ao dízimo: o maior beneficiário com a devolução do dízimo é você mesmo!

Como assim? É simples: o dízimo é um ato de fidelidade para com Deus por diversos motivos: (1) está na Palavra de Deus, ou seja, é preceito do próprio Deus; (2) a obra de Deus precisa de recursos para ter continuidade, e é a partir do dízimo que colaboramos para o crescimento dessa obra e (3) a partir de nossa fidelidade, Deus nos honra com a sua fidelidade.

Abraão era um homem extremamente abastado! “Abrão era muito rico em gado, em prata e ouro. Gênesis 13: 2”. Abraão tinha bem mais do que necessitava. Quanto mais Abraão era fiel a Deus, mas Deus honrava a Abraão! Quando somos fiéis a Deus, Deus nos honra! Jacó, quando saiu da casa de seu pai Isaque, durante sua viagem, chegou a usar uma pedra como travesseiro! Foi quando ele teve um encontro com Deus, prometendo-lhe devolver o dízimo de tudo o que recebesse: “Partiu, pois, Jacó, de Beer-Seba e se foi em direção a Harã; e chegou a um lugar onde passou a noite, porque o sol já se havia posto; e, tomando uma das pedras do lugar e pondo-a debaixo da cabeça, deitou-se ali para dormir. (...) então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo. Gênesis 28:10,11,22”. Meus caros, Jacó não tinha absolutamente nada, a ponto de usar uma pedra como travesseiro! Entretanto, ele assumiu um compromisso com Deus!

Sabe como Jacó estava quando voltou à terra de seu pai? Jacó preparou um presente para apascentar o coração do seu irmão Esaú: “Passou ali aquela noite, e do que tinha tomou um presente para seu irmão Esaú: duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros, trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentinhos. Gênesis 32:13,14”. Ora, esse era apenas um presente para o seu irmão Esaú! Como é claro que Deus honra a quem lhe é fiel! Jacó não tinha absolutamente nada do ponto de vista material, todavia, quando foi adquirindo algo, mostrou fidelidade para com Deus, e foi extremamente honrado por isso!

Meus caros, o dízimo é algo bem mais espiritual do que material!

Além disso, devemos devolver o dízimo como um ato de submissão à Palavra de Deus. Quando nos apegamos ao dinheiro, retendo inclusive aquilo que cabe ao crescimento da obra de Deus, roubamos o próprio Deus! “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda. Malaquias 3:8,9”. Meus amigos, não podemos ser hipócritas ao ponto de observamos apenas os preceitos bíblicos que nos convêm. Recorremos às Sagradas Escrituras quando necessitamos de um conforto ou de uma direção, mas esquecemos de cumprir os preceitos de Deus em sua totalidade!

Não pensem que eu sempre fui dizimista. Pelo contrário! Eu fui o maior crítico do ato de se devolver o dízimo; por ignorância e falta de conhecimento bíblico, eu profanava verdadeiras blasfêmias relacionadas a este preceito divino! Sabe quando foi que caiu a minha ficha? Vou compartilhar esse momento com vocês:

Eu me encontrava em um verdadeiro desastre financeiro! Contudo, eu já conhecia os preceitos relacionados à necessidade de se recolher o dízimo; todavia, tomando como justificativa a minha situação financeira desastrosa, eu tentava adiar o recolhimento do dízimo! Que erro tremendo!

Não podemos esperar que as coisas fiquem bem para recorrermos a Deus, pelo contrário, devemos recorrer a Deus para que as coisas fiquem bem!

Então, de joelhos no meu quarto, em um momento de oração, enquanto eu pedia que Deus cuidasse das minhas finanças, contudo sendo extremamente resistente ao ato de devolver o dízimo, eu tive uma visão! Eu vi Satanás apontando o dedo para Deus e dizendo: tá vendo esse aí que se diz teu filho? Diz que te ama; ora a ti; fala de ti; mas ama mais o dinheiro do que a ti! (fazendo referência ao fato de eu não devolver o dízimo). Meus amigos, aquilo me desmoronou! Satanás é acusador por natureza. Eu me senti como um traidor de Deus. Eu falava de Deus para as outras pessoas, pregava a Palavra de Deus; clamava a Deus a todo momento; conversava com Deus durante o meu dia; mas na hora do dízimo eu era um verdadeiro hipócrita! Então, a partir daquele momento, eu pedi perdão a Deus pelo tempo em que eu não fui fiel, e assumi um compromisso de fidelidade para com o Deus que eu tanto amo! Como isso me fez bem!

Precisamos assumir que somos fiéis a Deus. Não podemos permitir que nossas atitudes deem legitimidade para que Satanás venha a nos acusar diante do Senhor! Sejamos fiéis meus amigos, no pouco e no muito, e sejamos honrados pelo Deus Todo Poderoso!

Continuarei esse tema na próxima mensagem!

Espero que você tenha um fabuloso dia, sendo verdadeiramente fiel ao Senhor dos senhores!

 “Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda. Provérbios 3:9”.

Grande Abraço,

Hélio Roberto.