quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Deus existe? Parte 1 - Argumento da Mudança




Queridos amigos, veio em meu coração a vontade de iniciar uma série de mensagens sobre a existência de Deus (serão 20 mensagens com 20 argumentos específicos). Alguém pode perguntar: para que tais mensagens? E eu digo: para que possamos defender a nossa fé! São mensagens apologéticas1 que visam à argumentação racional sobre a existência de Deus.

A fé, na verdade, é racional! Caso contrário não é fé, mas sim fideísmo2. Paulo nos ensinou que devemos oferecer a Deus um culto racional: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1”.

Espero que não só ateus leiam essas mensagens, mas sim cristãos, de modo que possam ter argumentos para defender a sua fé! Lembre-se do que disse John Stott: “Crer é também pensar”.

Parte 1 – Argumento da mudança

O mundo material que experimentamos à nossa volta está em constante mudança. Podemos conhecer uma mulher que chegou à estatura de 1.75m, mas ela nem sempre foi desse tamanho. O grande carvalho que vemos na floresta cresceu a partir de uma pequena semente. Quando algo chega a um determinado estado, este estado não pode produzir a sua própria existência. Isso porque, até que algo venha a existir, não pode ser considerado como tal; e se ainda não existe, não pode causar nada.

Quanto ao ser que sofre a mudança, embora tenha a capacidade de ser aquilo que se tornará um dia, isso ainda não aconteceu, ou seja, ele ainda não se tornou o que virá a ser. Então, na verdade, ele existe agora no estado em que se encontra (como, por exemplo, uma semente de carvalho), e irá existir naquele estado futuro (como uma grande árvore formada); contudo, ainda não se encontra nesse último estado, possui apenas o potencial para alcançá-lo.

Agora vamos apresentar uma questão: para explicar essa mudança, será que podemos considerar apenas a própria coisa que sofre mudança ou outras coisas também estão envolvidas? Obviamente, outras coisas também estão envolvidas! Nada pode dar a si próprio aquilo que não possui, e o objeto que sofre mudança não pode ter agora mesmo aquilo que possuirá apenas no futuro. O resultado da mudança não pode existir realmente antes que a mudança ocorra. O objeto que sofre mudança começa apenas com o potencial para mudar, mas precisa receber a atuação de outras coisas fora de si para que esse potencial se torne realidade. Do contrário, ele nunca poderá mudar.

Nada pode mudar a si próprio. Objetos que aparentemente têm movimento próprio, como corpos vivos, são movidos pelo desejo e pela vontade – algo diferente de meras moléculas. E quando o animal ou o ser humano morre, as moléculas permanecem, mas o corpo não mais se move, porque o desejo ou a vontade (a alma) não está mais presente para produzir o movimento.

Agora, vejamos outra questão. As outras coisas fora do objeto que sofre mudança também mudam? E os objetos que fazem estas coisas se moverem também estão se movendo? Se isso for verdade, todos esses elementos permanecem, a cada instante, com a necessidade de receber uma atuação de outras coisas, caso contrário não poderão mudar. Não importam quantos itens existam nessa série, cada um deles precisa de algo fora de si para tornar realidade seu potencial de mudança.

O universo é a soma total de todos esses objetos móveis, independente de quantos sejam. O universo como um todo está em processo de mudança. Entretanto, já percebemos que essa mudança em qualquer ser exige uma força externa para torná-la real. Portanto, existe alguma força de lado de fora (que se acrescenta) ao universo, algum Ser real que transcende o universo. Essa é uma das coisas que consideramos quando pensamos em Deus.

Em poucas palavras, se não há nada fora do universo material, então não existe nada que possa causar mudança no universo. Entretanto, este está sofrendo mudança. Portanto, tem de haver algo além do universo material, que é a soma total de toda matéria, do espaço e do tempo. Essas três grandezas dependem umas das outras. Portanto, o tal Ser externo ao universo está fora da matéria, do espaço e do tempo. Ele não sofre mudança. Ele é a Fonte imutável da mudança. Ele é Deus. Fonte: Peter Kreeft e Ronald K. Tacelli.

Porque eu, o Senhor, não mudo. Malaquias 3:6a”.

Grande abraço,

Hélio Roberto.

Vocabulário:
1.      Apologética: Parte da Teologia que ensina a defender a religião contra os seus detratores.
2.      Fideísmo: Sistema filosófico que, julgando a razão incapaz de chegar aos primitivos princípios, faz depender o seu conhecimento único da fé.

P.S.: Colocarei algumas questões polêmicas para debate. Quem enviar a melhor resposta ganhará um livro de presente.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Igreja Católica em Crise




Todo o mundo ficou surpreso com a notícia de que o Papa Bento XVI, líder da Igreja Católica Apostólica Romana, iria renunciar ao cargo papal.

Em meio às especulações no tocante a quais motivos verdadeiramente levaram à renuncia do papa, algo me chamou atenção: como fica o dogma da Infalibilidade papal?

O dogma da infalibilidade papal foi instituído pelo Concílio Vaticano I, chancelado pelo Papa Pio IX, em 18 de julho de 1870, com a seguinte redação:

"O Romano Pontífice, quando fala "ex cathedra", isto é, quando no exercício de seu ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina de fé ou costumes que deve ser sustentada por toda a Igreja, possui, pela assistência divina que lhe foi prometida no bem-aventurado Pedro, aquela infalibilidade da qual o divino Redentor quis que gozasse a sua Igreja na definição da doutrina de fé e costumes. Por isto, ditas definições do Romano Pontífice são em si mesmas, e não pelo consentimento da Igreja, irreformáveis.

Mas o que quer dizer esse dogma? 

Meus amigos, é bem simples de se explicar e de se entender: mesmo que o Papa diga algo que contrarie a Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada – a Igreja Católica tem que seguir o que o Papa disser, ou seja, a palavra do Papa é superior à Palavra de Deus, divinamente inspirada e transcrita na Bíblia Sagrada; é isso que significa esse dogma.

A Igreja Católica afirma que Pedro foi o primeiro papa. Ora, Pedro como primeiro papa foi repreensível, pois em Gálatas 2:11 Paulo repreende a Pedro por sua conduta. Pedro estava com condutas contraditórias; quando estava com os gentios, agia tranquilamente, mas quando chegavam os judeus, Pedro rapidamente se afastava dos gentios temendo aos judeus; quando então Paulo repreende a Pedro por esta dúbia conduta: “Quando, porém, Pedro veio a Antioquia, resisti-lhe na cara, porque era repreensível. Gálatas 2:11”. Ora, se Pedro foi o primeiro papa, e o papa é irrepreensível, há algo errado, pois Pedro era repreensível!

Mas então onde fica o dogma da infalibilidade papal com a renúncia do papa? Meus caros, como poderia alguém infalível abrir mão de suas obrigações? Como poderia alguém infalível recusar a condução da Igreja na qual é líder? PENSE VOCÊ! Deus te deu uma inteligência para questionar, criticar, analisar e decidir!

Muitos dizem que o verdadeiro motivo da renúncia de Bento XVI é a questão da transparência no Vaticano, ou seja, a cúpula do Vaticano tem resistido fervorosamente pela divulgação de documentos papais! Ora meu amigos, Deus não se agrada de nada escondido! De nada secreto! As coisas de Deus não são assim! A Palavra de Deus diz que Ele não deixará nada oculto: Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido. Lucas 12:2”.

Pra finalizar, vou deixar um versículo para reflexão:
“Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. 1 João 1:10”.

Só existe um Infalível, e o nome dele é Jesus Cristo de Nazaré! Esse sim não falha! Sendo Deus deu a vida por nós! Agora em quem você confia? A quem você seguirá? Seguirá o que Jesus disse? Ou o que o papa diz? Quem você considerará infalível? É uma questão de decisão! Decida você!

Peço a Deus que você tenha a sua visão espiritual desobistruída e possa ser alcançado pelo Evangelho genuíno, aquele que sai exclusivamente da boca de Deus, através da Sua Palavra!

Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. 2 Coríntios 4:4”.

Grande abraço a todos e que Deus os abençoe poderosamente,

Hélio Roberto.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Igreja Católica já reconhece comunicação com os espíritos





Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito Dom Helder Câmara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1999, em Recife (PE). O livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e grande polêmica entre os católicos. O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Helder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões. Marcelo Barros secretariou Dom Helder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros publicados. Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do espírito Dom Helder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas ideias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimátur do Vaticano. É importante destacar, ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto Dom Helder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição católica, sem qualquer constrangimento. No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio Strieder e a opinião favorável da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados à Igreja Católica. Conforme eles mesmos disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas, que já convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque "os tempos são chegados", estes ensinamentos pertencem à natureza e, consequentemente, a todos os filhos de Deus. A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida depois da morte e a comunicação entre os dois mundos. Na entrevista com Dom Helder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida  espiritual: 
 
Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre? 

Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre. Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.

Do outro lado da vida o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar seu trabalho e exprimir seu pensamento, ou ainda encontra muitas barreiras com o preconceito religioso? 

Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se reproduzem na Terra. Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento, porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em crenças em determinados pontos que não levam a nada. Resistem à ideia de evolução dos conceitos. Mas, a grande diferença é que por estarmos com a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia. 

Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de desencarnado? 

Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos; todos aqueles desvalidos pela sorte. Nós juntamos a todos que pensam semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o melhoramento da humanidade. 

Como é sua rotina de trabalho? 

A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma... Levanto-me, porque aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que faço com muito prazer. 

Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua maior alegria? 

Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria de existir.  Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é uma grande alegria. A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo. 

O senhor, depois de desencarnado, tem estado com frequência nos Centros Espíritas? 

Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente. Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos, principalmente em sonhos, mas minha permanência mais frequente não é na casa espírita. 

Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente? 

Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão possa mudar profundamente a nossa maneira de viver. Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium. É esse o grande problema de todos nós porque o médium um precisa expressar aquilo que estamos intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram. Outros (médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes. 

Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica? 

Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade. Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual. 

Por que Dom Helder é quem está escrevendo? 

Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam dentro de um caixão e nos dizem "acabou- se". Eu já pensava que continuaria a existir, sabia que IGREJA CATÓLICA JÁ RECONHECE COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas vezes. Então, senti a necessidade de me expressar por um médium quando estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu estou fazendo. 

Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso País? 

Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram nas suas atividades. 

Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira? 

Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus interesses e de seu trabalho. Quando acertamos a forma de atuar, foi muito fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que fizeram o livro. 

O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela mediunidade? 

Não tenho esta pretensão. Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia, inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito. 

É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física? 

Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só, já prega a sobrevivência após a morte. Logo, fazermos contato com o plano físico depois da morte seria uma consequência natural. Pensamentos espíritas não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em quando, experiências íntimas espirituais. 

Igreja - Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual? 

Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram responsabilidades maiores e que notoriamente tem um grau evolutivo moral muito grande. Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade. Não quero dizer que na Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena, mas, sobretudo, pelo avanço moral. 

Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade? 

Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo de consideração. Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas materiais, mas descobri que as espirituais são ainda em maior grau. Eu posso ter uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi isso durante minha vida. Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução. Queira Deus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece. 

O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?

 Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão mais ampliada das coisas. Determinados posicionamentos que tomamos, podem não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que possível, colocá-los em prática. 

Espíritas no futuro? 

Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos a nossa Igreja, ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais. Portanto, mais cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual, a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual. A IGREJA CATÓLICA JÁ RECONHECE A COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS. 

Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando com o progresso do Brasil no mundo espiritual? 

Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades. Então, dizer um nome ou outro seria uma referência pontual porque há muitos, que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao próximo. 

Amor - Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora, depois da morte? 

Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer um pouco mais de tranquilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor, conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora da humanidade. 

Que mensagem o senhor deixaria para nós, espíritas? 

Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por nós, não pelo Criador. São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática do amor, pois devemos unir os nossos esforços. 

Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?

Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor. Ela é a única e principal mensagem que se pode deixar. 

Autor: Dom Helder Câmara (espírito) Médium: Carlos Pereira Editora: Dufaux Site: http://www.editoradufaux.com.br/ <http://www.editoradufaux.com.br/> <http://www.editoradufaux.com.br/ <http://www.editoradufaux.com.br/>





Queridos amigos leitores do blog, não refutarei todas as declarações acima, o que poderia facilmente ser feita, mas deixo para reflexão dois versículos que dizem: "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois o juízo". Hebreus 9:27 e "Não recorram aos médiuns, nem busquem os espíritas, pois vocês serão contaminados por eles. eu sou o Senhor, o Deus de vocês. (NVI) Levítico 19:31".

Fica para a reflexão! Quem está certo? Deus, através da Sua Palavra? Ou o catolicismo misturado ao espiritismo? EU FICO COM DEUS E A SUA PALAVRA! E VOCÊ?

Grande Abraço,

Hélio Roberto.

Hebreus 9:27Hebreus 9:27".

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 chegou... O que devo pedir a Deus?




“Então lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: O espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor. Lucas 4:17-19”

Meus amigos, mais um ano vem chegando, e com ele vem aquela pergunta; o que devo pedir a Deus? Deus foi muito bom comigo nesse ano, mas o que devo pedir? Como saber se o que vou pedir está debaixo da vontade de Deus?

Bem, nesse sentido, quero te fazer um desafio para 2013!

NÃO PEÇA NADA A DEUS! NÃO PEÇA PARA RECEBER! VOCÊ FICOU SURPRESO? ENTÃO VAMOS LÁ...

Ao invés de pedir a Deus, faça um compromisso com Ele: diga que você vai dar mais! Diga para Deus que ao invés de receber, você quer dar mais! Com toda certeza, nós temos muito mais para dar; nós temos dons: devemos compartilhar mais os nossos dons!

Quanto amor você tem dado nesse ano de 2012? Quanto carinho você tem dado nesse ano de 2012? Quanto bem você tem feito nesse ano de 2012? Quantas vezes o seu braço foi um braço amigo nesse ano de 2012? Quantas vezes você deu o ombro para um amigo chorar nesse ano de 2012?

A palavra de Deus diz que melhor é dar do que receber: Tenho vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus Cristo: Mais bem-aventurado é dar que receber. Atos 20:35”.

Então meu querido, que em 2013, você possa dar mais do que receber! Quem está disposto a isso? Você está disposto a ser mais bem-aventurado? Dê mais de você! Abençoe mais vidas! Olhe mais para o necessitado! Seja um exemplo de Cristo aqui nessa Terra e faça diferença!

Mude o foco em 2013! Ao invés de pedir, ! Nós damos muito menos que podemos ao nosso próximo! Você pode dar muito mais amor, muito mais compaixão, muito mais carinho, muito mais Palavra de Deus! Que em 2013, você possa dar mais, e aí sim, que o Senhor te recompense!

Um ótimo 2013 para todos os amigos seguidores do blog, e que nós possamos estar mais unidos a cada ano! Saúde, amor e mais presença de Deus na sua vida durante esse ano que está por vir!

Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33”

Grande Abraço,

Hélio Roberto.