segunda-feira, 3 de abril de 2017

STF e a cultura de morte


Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. Sl 139:16



É alarmante que o Órgão máximo do Poder Judiciário no Brasil, o Supremo Tribunal Federal – STF, tenha se pautado em fomentar uma cultura de morte com precedentes que tendem a aprovar a descriminalização do aborto em nosso país. Nesse artigo, traçarei um breve histórico das tentativas de se aprovar o aborto no Brasil, bem como a recente participação do Judiciário nessa questão.
É importante, inicialmente, deixar claro que a legitimidade constitucional para legislar é do Congresso Nacional, consoante arrazoa o art. 44 da Constituição Federal: “O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.” Ainda no Capítulo da Constituição Federal que se refere ao Poder Legislativo (Capítulo I do Título IV) está a Seção VIII (uma subdivisão do Capítulo), que trata do Processo Legislativo, o qual compreende a elaboração das leis de um país (art. 59 da Constituição Federal), ou seja, cabe ao Congresso Nacional iniciar e promover o Processo Legislativo – elaboração de leis – no Brasil.
Por outro lado, o STF tem extrapolado suas atribuições ao decidir na “canetada” sobre temas que são de competência exclusiva do Congresso Nacional. Ou seja, o STF, que deveria ser o guardião da Constituição, é o primeiro a despedaçá-la. Dentre esses temas está a questão do aborto. Ora, a representação popular está intrinsicamente ligada ao Parlamento, e não em 11 juízes que nunca passaram por um processo eleitoral, e que se acham “deus”, como se pudessem fazer tudo a qualquer hora e da forma que quiserem.
O Brasil deve ter cuidado para que não se repita aqui o que recentemente aconteceu com a Venezuela, ou seja, um Poder Judiciário que toma as vezes do Poder Legislativo por motivos escusos e ideológicos. Vencida a questão de que o STF está extrapolando suas atribuições, o que afronta veementemente a democracia, passemos à questão do aborto em si.
No mês de novembro do ano passado, a 1º Turma do STF decidiu que não cabia prisão àqueles que praticaram aborto em uma clínica clandestina em Duque de Caxias-RJ. Dos 4 ministros dessa turma, os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Edson Fachin votaram pela descriminalização do aborto. Apenas o ministro Luiz Fux não adentrou na questão. Ora, se esse ponto não foi aprovado no Parlamento é porque a sociedade brasileira legitimamente representada não o quis, ou o processo de discussão ainda está em curso, dado sua complexidade!
Há mais de 20 anos se tenta legalizar o aborto no Brasil. O Projeto de Lei – PL mais antigo é o 1.135/91 (arquivado em dezembro de 2011). Em julho de 2012 foi apresentado no Senado Federal o PL 236, versando sobre a mesma matéria. Segundo esse PL, o aborto deveria ser liberado até o 3º mês. Mas sob quais critérios? Segundo o Art. 128 desse PL:“Para interrupção da gravidez, aborto, será necessário apenas que a mulher apresente um laudo psicológico informando não estar pronta ou não desejar ser mãe”.
Ora, no Brasil, um psicólogo não pode receitar um analgésico sequer para dor de cabeça. No entanto, segundo esse PL poderá atestar e autorizar o aborto. Completo absurdo! Agora imagine se coubesse ao Judiciário resolver essa questão. Como a sociedade poderia intervir junto aos seus representantes? Não poderia…
Aqueles que defendem o aborto, utilizam os seguintes argumentos:
Aborto é questão de saúde pública. Milhares de mulheres morrem por causa do aborto no Brasil.
Resposta:
Em 9 anos, menos de 390 mulheres no Brasil morreram por causa do aborto1. Isso é sério. O número é alto. Mas os defensores do aborto multiplicam esse número por milhares.
Vamos liberar o aborto no Brasil para acabar com o crime, já que crianças pobres já nascem bandidas.
Resposta:
Crianças pobres não são bandidas, são destinatárias do Reino de Deus!
Direito da mulher: a mulher tem o direito de decidir sobre o seu corpo.
Resposta:
Quem foi que disse que o bebê é extensão do corpo da mulher? N gravidez a mãe é o agente passivo, sendo a criança o agente ativo. Se o bebê fosse extensão do corpo da mulher, por que precisaria estar envolto em uma placenta, para que não seja expelido? As mulheres façam o que quiserem com seus corpos, mas isso não significa o direito de assassinar um bebê, pois este não é extensão do seu corpo.
Outro ponto que precisa vir às claras é a questão financeira envolvida nisso tudo! Não se engane, há grandes empresas patrocinando movimentos pró-aborto no Brasil.
Para que se tenha noção da profundidade diabólica dessa questão, nos EUA, clínicas pagam por órgãos de bebês abortados, sob os seguintes valores2: (1) Medula Espinhal: 325,00 dólares; (2) Fígado: 150,00 dólares; (3) Pâncreas: 50,00 dólares; (4) Cérebro: 999,00 dólares e (5) Qualquer dos braços: 150,00 dólares. Mas quem são os financiadores e interessados nessa barbárie?
Os compradores são as indústrias de pesquisa de medicação e de vacina, que precisam de tecido humano para fazerem seus experimentos. Irmãos, isso é abominável aos olhos do Senhor! Um dos maiores patrocinadores de movimentos pró-aborto no Brasil é a Fundação Ford, entidade ligada à indústria de vacinas.
No final das contas, os maiores patrocinadores dessa cultura de morte são aqueles que querem lucrar com esse massacre dos fortes sobre os indefesos.
A reboque dessa manipulação do inferno está o Poder Judiciário do Brasil. O Brasil é, em sua maioria esmagadora, contra a prática do aborto3. Daí vem o STF e quer institucionalizar na “marra” esse morticínio cruel e desumano. Se os senhores juízes desejam legislar, que renunciem às suas togas e se candidatem aos cargos de Deputado Federal ou Senador da República, mas não afrontem toda a sociedade brasileira como se fossem “deus” aqui na Terra.
Como esse segmento abortista é hipócrita e contraditório. Para aqueles que defendem o aborto, uma bactéria em marte é “vida”, mas um bebê até o 3º mês não o é. Isso é, além de incoerente, um grave pecado!
Precisamos orar por nosso país, de modo que esse assassínio em massa não seja aprovado. Igreja do Senhor, não podemos nos calar ante essa maldade e covardia, fundamentados na Constituição Federal, que nos garante a livre manifestação do pensamento e de crença religiosa: “Art. 5º, IV: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;” e VI: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.
Que Deus livre o Brasil desse mal!

Grande Abraço,
Hélio Roberto.
@heliorsousa
  1. Fonte: www.datasus.gov.br
  2. LDI – Life Incorporated Post Box 226 – Denton, Texas 7602 – Protocolo Confidencial Maio/Agosto de 1999.
  3. Pesquisa do IBOPE: 79% da população é contra o aborto. Em 1º/02/2015.
  4. Informações de uma palestra da Prª Damares.

P.S.: Artigo escrito para o site GospelPrime.



sábado, 25 de março de 2017

Pessoas ou templos? Eis a questão…


A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo. Tg 1:27

Sem sombra de dúvidas, esta é uma passagem bíblica cuja leitura e prática têm diminuído drasticamente em nossos dias atuais. Entretanto, considerando que cremos verdadeiramente que a Palavra de Deus é viva e atual, proponho-me a refletirmos sobre qual a vontade de Deus no tocante à verdadeira religião a ser seguida.

É inquestionável que nossa salvação ocorre exclusivamente por meio da fé, e não é esta a questão que Tiago aborda em sua carta. Por outro lado, chame-me a atenção que se o texto apregoa que a religião pura e sem mácula é aquela descrita em Tg 1:27: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”, é porque há uma ou umas religiões que são impuras e maculadas para com nosso Deus.

Qual seria, então, o tipo de religião que está em desacordo com a vontade de Deus? A resposta é bem simples: aquela que não visita (cuida) os órfãos e as viúvas em suas tribulações, bem como aquela que se deixa contaminar pelo mundo. Entenda-se aqui órfãos e viúvas como qualquer irmão ou irmã que esteja passando por necessidades que os órfãos e as viúvas passavam à época, ou seja, necessidades básicas como alimentação, vestuário, remédios e o mínimo de dignidade.

Neste momento, quero trazer à baila algumas reflexões quanto à postura de algumas igrejas da atualidade no Brasil, de modo que possamos refletir se estas se enquadram no texto descrito acima da Palavra de Deus. Não raramente, vemos, quase que de forma obsessiva, uma disputa entre vários ministérios na construção de templos suntuosos. Milhões e milhões de reais são gastos em verdadeiros palácios enquanto muitas ovelhas desses próprios ministérios sofrem de necessidades básicas, como alimentação, vestuário e remédios. Será mesmo que Deus está tão interessado assim em templos ao invés do cuidado de Suas ovelhas (já que as ovelhas são de Jesus)?

Não estou dizendo que a igreja não deva ter um local para reunir sua membresia para adorar a Deus, mas trazendo à reflexão se esta deve ser a prioridade da Igreja de Jesus Cristo!

Recentemente, um templo foi inaugurado em São Paulo cujo valor estimado da obra gira em torno de R$ 685.000.000,00 (seiscentos e oitenta e cinco milhões de reais), em que a maior finalidade é a visitação turística. Será que Deus está mesmo tão preocupado com paredes e estruturas ao invés do ser humano que tanto precisa da ajuda da Igreja? Penso sinceramente que não! Quem é, de fato, a Igreja de Jesus? São as pessoas!

Há outro ponto bastante controverso nisso tudo. Se pregamos e acreditamos tão certamente que Jesus voltará a qualquer momento, por que a igreja se preocupa tanto em acumular riquezas para construção de templos cada vez mais vultosos? Ou não se acredita que Jesus vai voltar tão iminentemente assim ou a vaidade já não permite que a vontade pura e simples de Deus seja percebida. Mais uma vez, reitero que não entendo ser errado construir templos para que o povo de Deus se reúna em adoração, mas discordo que essa deva ser a prioridade e plano maior da igreja, em detrimento dos órfãos e das viúvas.

Jesus não morreu por templos, mas por pessoas. Deus está muito mais preocupado com as pessoas do que com construções. Deveríamos dar maior prioridade aos necessitados e famintos, muitos dentro da própria Igreja, do que às coisas que podem acabar em um piscar de olhos. Ao priorizarmos o que não é prioridade, seguimos o padrão desse mundo, e não o padrão de Deus. É, então, quando se cai na última parte de Tg 1:27, ou seja, torna-se contaminado pelo mundo.

Devemos pensar e agir de forma bem simples: Primeiro o que é primeiro. E o que é primeiro são as pessoas, e não os templos.

Que o Senhor os abençoe grandemente, em nome de Jesus.

Grande Abraço,

Hélio Roberto.
@heliorsousa

P.S.: Artigo escrito para o site GospelPrime.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Coréia do Norte – País que mais persegue a fé cristã



Você já se imaginou viver dia após dia, ano após ano, em um dos países mais fechados do mundo? Para nós, cristãos livres da perseguição, a assimilação dessa realidade é praticamente inalcançável. Devido às suas políticas de isolamento, a Coréia do Norte é um mundo à parte de tudo aquilo que conhecemos, o que gera uma grande dificuldade quando nos propomos a falar de um regime tão restrito e, principalmente, da perseguição À igreja existente ali. Há 15 anos em primeiro lugar na Lista Mundial da Perseguição, servir a Deus na Coréia do Norte custa um alto preço.

Durante os cerca de 70 anos em que esteve no poder, a família Kim construiu um culto à sua personalidade que, ao longo dos anos, passou a ser a única “religião” do país. Para muitos norte-coreanos, não há Deus e tudo quanto existe provém deles. Há quatro igrejas oficiais no país – duas protestantes, uma católica e outra ortodoxa – todas localizadas na capital Pyongyang. Essas são basicamente “igrejas de fachada”, servindo à propaganda política sobre a liberdade religiosa no país.

Uma das formas alternativas de culto encontrada pelos cristãos norte-coreanos é chamada de “igrejas subterrâneas ou clandestinas”. É difícil crer nisso, mas ainda hoje há milhares de cristãos que se reúnem em cavernas e montanhas, tentando fugir do rígido controle do Estado e do constante perigo de serem delatados às autoridades por vizinhos e parentes.

Uma análise rápida do cotidiano de civis e cristãos na Coréia do Norte já mostra a diferença gritante entre adorar ao Senhor lá e aqui. Ser cristão na Coréia do Norte significa:
  • Em nome da adoração ao Deus único e verdadeiro, ter de conviver com as pressões psicológica e física impostas àqueles que não se prostram nem prestam culto a Kim Jong-un, sucessor direto de Kim ll Sung.
  • Colocar-se vulnerável diante das imposições do governo já que, para muitos, as fotos de Kim Jong-un são as coisas mais preciosas de uma casa, mas para os cristãos, o Senhor Jesus é o que há de maior valor.
  • Se for encontrado com uma Bíblia, estar sujeito à condenação de crime político (na maioria dos casos, o veredito é dado como culposo; punido por prisão perpétua e servida em um acampamento político-militar do governo).
  • Jamais usar um celular em locais públicos.
  • Ter à disposição apenas dois canais de televisão, estes geralmente cheios de propaganda do governo.
  •  Ser proibido de professar sua fé abertamente e ir à igreja aos domingos.
  • Estar sujeito a acusações injustas de traição e condenação a 20 anos de prisão, sem um julgamento justo.
  • Ser impedido de pregar o evangelho, ler a Palavra e cantar louvores a Deus.

Fonte: Revista Portas Abertas, de fevereiro de 2017.


Irmãos, precisamos orar e apoiar nossos irmãos perseguidos. Além disso, precisamos dar valor à liberdade que temos, e não hesitar em pregar o evangelho a todo momento.

Que Deus o abençoe grandemente e te dê a ousadia do Espírito Santo!

Grande abraço,

Hélio Roberto.

Twitter: @heliorsousa

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Oliveira verdejante na Casa de Deus


Mas eu sou como a oliveira verdejante na casa de Deus. Salmo 52:8a

É impressionante como Davi utiliza a figura da oliveira para retratar o seu relacionamento e intimidade com Deus. Nesse artigo, aprenderemos o porquê de Davi ter utilizado tão maravilhosa comparação, e constataremos que não foi por acaso.

Diz-se que é impossível matar uma oliveira, visto que ainda que se corte o tronco ou mesmo que se queime uma oliveira por completo, novos brotos surgem no solo, motivo pelo qual a oliveira é popularmente chamada de “árvore imortal”. Já se sabe que uma oliveira pode viver mais de 2.000 anos!

O fruto da oliveira é a azeitona. Para se plantar um caroço de azeitona é necessário que este esteja totalmente morto, ou seja, se você plantar um caroço de azeitona logo após comer a polpa da fruta, ele simplesmente não brotará. Assim também somos nós! Necessário é que venhamos a morrer para o mundo para que possamos florescer para Deus: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto”. Jo 12:24. Somente quando o caroço de azeitona está totalmente sem vida, e isso só ocorre depois de 6 meses do consumo da fruta, é que é possível que seja plantado.

Outra característica maravilhosa da oliveira é que ela demora a surgir com os primeiros brotos. Isso se dá porque ela primeiro cresce para baixo, fincando suas raízes na rocha e procurando águas profundas. As raízes de uma oliveira podem chegar até 6 metros de profundidade. Assim deve ser cada um de nós: devemos primeiro “crescer para baixo”, ou seja, fincar nossas raízes nos fundamentos do evangelho e em Cristo antes mesmo de brotarmos para o exterior.

Enquanto o caroço de azeitona está plantado abaixo do solo muitos o pisam e desprezam. Mas enquanto ele está sendo pisado e desprezado está fincando e aprofundando suas raízes. Queridos irmãos, aproveite os momentos de humilhação, rejeição e desprezo para “fincar e aprofundar suas raízes em Jesus” por meio da oração, conhecimento da Palavra de Deus e comunhão com o Espírito Santo! Aprofunde suas raízes em Jesus durante os momentos de grande dor e dificuldades!

Árvores que brotam muito rápido tendem a cair rapidamente! Árvores de raízes profundas resistem bravamente aos dias de tempestades e adversidade. Não tenha pressa para crescer tão rapidamente. Seja como uma oliveira na casa de Deus: tenha raízes profundas em Jesus e você resistirá no dia da tempestade.

Outra coisa interessante é que quando os primeiros brotos da oliveira surgem, ninguém mais a pisa, já que na região da Palestina o azeite produzido pela azeitona tem grande valor. Assim será você: quando começar a brotar, aqueles que lhe desprezavam e pisavam vão começar a reconhecer o seu valor.

Então, a oliveira, enfim, cresce. Todavia, ela demora cerca de 15 anos para dar os primeiros frutos. Eu aprendo que não devemos ter pressa para dar frutos ao Senhor. Tudo ocorrerá no momento certo estipulado por Deus.

Antes de frutificar, a oliveira fica toda florida. Essas flores atraem diversas abelhas que a atacam de forma violenta, sugando suas forças. Somente por ter raízes fortes e profundas é que ela resiste a esses ataques. Quando você começar a florescer, muitas “abelhas” aparecerão para tentar sugar suas forças. O que lhe alimentará são raízes profundas em Jesus.

O interessante é que a oliveira não precisa de abelhas para ser polinizada. Ela se autopoliniza. Você é autopolinizado pelo Espírito Santo de Deus para dar frutos ao Senhor. Que coisa espetacular!

Diz-se que, em média, uma única oliveira pode produzir até 75 litros de azeite, e quando ela começa a dar seus frutos, não para mais. Entretanto, a oliveira, com o passar dos anos, diminui sua capacidade frutífera. É nesse momento que o agricultor começa a podá-la para que esta venha a produzir mais frutos. Talvez suas dores seja Deus te podando para que você venha a dar mais frutos para o Senhor Jesus!

Enfim, as azeitonas são colhidas e dá-se início ao processo de extração do tão precioso azeite. Neste momento desejo trazer à baila que azeite na Bíblia é uma clara tipologia da Pessoa do Espírito Santo. À época em que esse texto do Salmo 52 foi escrito, havia quatro tipos de azeites extraídos da mesma azeitona e com finalidades diferentes.

1. Da primeira prensa da azeitona se extraía o azeite chamado: Azeite Virgem. Esse azeite era utilizado como forma de adoração na casa do Senhor: “Tu pois ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para o candeeiro, para fazer arder as lâmpadas continuamente”. Êx 27:20. Da mesma forma, de você pode sair azeite (unção) para pura adoração na Casa do Senhor!

2. Em seguida, essa mesma azeitona passava por uma segunda prensa em que se extraía um segundo azeite, chamado: Azeite Extra Virgem. Esse azeite tinha como finalidade a alimentação. De você surgirá um azeite que alimenta aqueles que estão ao seu redor! Para tal basta que você seja uma oliveira verdejante plantada na Casa do Senhor, ou seja, esteja fincada em Cristo Jesus.

3. Após a terceira prensa desta azeitona se extraía mais um tipo de azeite, que tinha a finalidade de servir de combustível para iluminação da cidade. De modo semelhante, o Espirito Santo de Deus faz brotar de você uma unção que ilumina aqueles que estão ao seu redor com a Palavra e presença de Deus: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. Mt 5:16

4. Por fim, esta azeitona ainda produzia um quarto tipo de azeite, o qual era utilizado na produção de sabão para limpeza e purificação dos utensílios do templo. Da mesma forma, Deus quer brotar em você o azeite que o ajudará a purificar, pela presença de Cristo, o meio em que você se encontra.

Veja quão maravilhoso é ser uma oliveira verdejante na Casa de Deus. Que de você brote o azeite puro da adoração; o azeite que alimenta os famintos; o azeite que ilumina vidas e caminhos; e também o azeite da purificação por meio da presença de Jesus!

Que Deus o abençoe grandemente, em nome de Jesus.

Grande Abraço,

Hélio Roberto.
Twitter: @heliorsousa

Fonte: Artigo escrito e publicado no GospelPrime.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Que tal virar um milionário?


Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mt 6:21


Vivemos tempos em que a maioria das pessoas, inclusive muitos servos de Jesus, vivem a fazer planos sobre qual o melhor caminho ou estratégia para ficarem ricos e aumentarem a quantidade de seus bens.
Mas será que posses e grande poder financeiro têm, de fato, tanta importância assim? Será que o verdadeiro tesouro é uma conta bancária bastante recheada de dinheiro? Sabe, tenho aprendido que Jesus sempre direcionou suas mensagens aos nossos corações porque é de lá que saem nossas motivações.
Onde está o nosso foco? Não estou dizendo que tenhamos que viver uma vida de dificuldades ou uma vida onde nos faltam os meios de subsistência, tampouco estou afirmando que é errado ter posses. O que eu estou dizendo é que somos loucos se deixarmos de acumular tesouros no céu para acumulá-los aqui na terra.
O verdadeiro milionário é aquele que investe seu tempo e forças em um tesouro duradouro e perene: o tesouro do Reino de Deus. Se o foco de nossas vidas é o acúmulo de bens, de que nos adiantará todos esses bens no dia em que morrermos? Em que nossas posses agradarão a Deus no dia em que nos encontrarmos com o Senhor Jesus?
Por outro lado, se acumulamos tesouros para o céu, aí sim seremos verdadeiramente ricos, dado que este tesouro é eterno!
Irmãos, vejamos o que Jesus disse: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;” Mt 6:19, 29.
Veja, o maior tesouro a ser acumulado no céu é a evangelização de almas aqui na terra. Para que sejamos de fato ricos no céu, precisamos ter em nossos corações – porque onde está o coração ali está o nosso tesouro – o amor pelas almas que estão perdidas sem Jesus. Ao invés de gastarmos tanto tempo pensando sobre a melhor forma de ganhar dinheiro, deveríamos passar mais tempo orando e chorando diante de Deus pelas almas que estão indo para o inferno; deveríamos pregar mais o evangelho em tempo e fora de tempo; deveríamos cuidar mais das pessoas, pois pelas nossas boas obras o nosso Pai, que está nos céus, será glorificado; deveríamos alimentar mais os famintos e visitar mais os doentes e encarcerados; deveríamos ter mais momentos com o Espírito Santo perguntando a Ele para onde Ele quer nos enviar, ao invés de perguntar para qual concurso eu devo estudar.
Ao invés de nos preocuparmos tanto com quanto temos na poupança ou aplicado na bolsa de valores, deveríamos sim refletir na seguinte questão: para quantas pessoas temos falado de Jesus e o que devemos fazer diariamente para agradar a Deus? Isso sim é ser milionário!
Creio veementemente que Deus quer nos abençoar com uma vida próspera, mas estou convicto de que Deus está muito mais interessado em direcionar nossos corações de modo que vivamos a vontade Dele, e não a nossa, e a vontade de Deus é que todos sejam salvos: “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. 1 Tm 2:3, 4.
Talvez você tenha começado a ler esse artigo pensando que lhe seria apresentada uma “forma gospel” de ganhar mais dinheiro. Não obstante muitos estejam falando apenas em ganhar dinheiro nos púlpitos, prefiro que você compreenda e viva os ensinamentos de Jesus, afinal, Ele quer que sejamos muitíssimos milionários, no céu!
Quero encerrar esse breve artigo com as seguintes perguntas: Se a sua alma fosse pedida por Deus nesse dia, onde estariam os seus tesouros? O que tem sido o dono do seu coração? Seus bens aqui na terra ou os tesouros do céu? A resposta à essa última pergunta definirá qual rumo sua vida deve seguir!
“E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstrui-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus”. Lc 12:16-21
Que Deus os abençoe grandemente, em nome de Jesus!
Grande Abraço,
Hélio Roberto.
Twitter:@heliorsousa

Fonte: Artigo escrito e publicado no GospelPrime.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Por que Judas precisou beijar Jesus?


E o que o traía tinha-lhes dado um sinal, dizendo: o que eu beijar é esse; prendei-o. Mt 26:48


Esse é um dos textos mais emblemáticos das Escrituras. Grandes são as maravilhosas lições que podemos extrair desse versículo, bem como entender o real motivo de Judas ter precisado beijar Jesus no momento de seu ato de traição.
Indo direto ao ponto, é pacífico o motivo pelo qual Judas beijou Jesus: foi para identificá-lo aos soldados romanos. Mas a grande e central pergunta é: Por que Jesus precisou ser identificado?
Jesus precisou ser identificado porque não era, exteriormente, diferente de seus discípulos. Explico: Jesus não dispunha de uma túnica mais brilhante, ou se colocava sobre um estrado quando falava, de maneira que ficasse em posição superior aos seus discípulos; Jesus não se punha acima dos seus, tampouco era cercado de regalias por aqueles que o acompanhavam.
Jesus precisou ser identificado porque se “misturava” com suas ovelhas. Jesus precisou ser identificado porque era ele quem servia, e essa posição de servo não combinava muito com o conceito de liderança da época. Ora, se Jesus fosse diferente dos seus amados discípulos, era só Judas dizer: “Prendam aquele que tem uma capa dourada, ou aquele que dorme em uma tenda enquanto todos os outros estão de fora, ou aquele que come enquanto os outros ficam com fome”.
Se Judas não o fez dessa forma, penso eu que é porque Jesus não tinha uma capa diferente daquelas dos seus discípulos; Jesus não dormia em uma tenda enquanto seus discípulos ficavam ao relento e Jesus não comia enquanto os seus discípulos passavam fome!
Que exemplo maravilhoso o nosso Mestre Jesus nos deixou. Queridos irmãos, e principalmente aqueles que são líderes e Pastores, não se coloquem acima das suas ovelhas; não se encham de regalias e mordomias enquanto seu rebanho passa necessidades e sofrimento; não se coloque como o centro das atenções ao invés de ser o mais servo de todos! Sirva e se misture ao seu rebanho, não cheire suas ovelhas, antes tenha cheiro de ovelha!
Não consigo entender a quantidade de magnatas do púlpito vivendo uma explícita ostentação enquanto suas ovelhas morrem com necessidades cada vez mais básicas. Jesus não foi assim! Chore, clame e cuide de suas ovelhas, afinal, antes de serem suas ovelhas, elas são as amadas ovelhinhas do Senhor Jesus, e Ele cobrará de cada um de nós o cuidado que estamos tendo com suas ovelhas!
Às vezes, esquece-se que a escada da carreira ministerial é uma escada descendo, onde, quanto mais se avança, mais se desce ao serviço! Aquele que acha que a escada da carreira ministerial é uma escada subindo à fama e ao prestígio precisa, antes de tudo, se converter e se arrepender de sua vaidade, e, então, passar a ser o mais servo de seu meio, seguindo o extraordinário exemplo de nosso Senhor Jesus!
Que Deus os abençoe grandemente.
Hélio Roberto.
Twitter: @heliorsousa
Fonte: Artigo escrito e publicado no Gospel Prime.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O crente politicamente correto



Os heróis da fé nunca foram politicamente corretos!

Tenho observado o meio cristão da nossa época e como nos deparamos com irmãos e irmãs que procuram se moldar mais aos padrões do “politicamente correto” do que ao padrão das Escrituras. Muitos vivem suas vidas sob a égide da opinião alheia, inclusive de ímpios, do que sob a baliza e preceitos da Palavra de Deus.

Analisaremos a vida de alguns Heróis da Fé, e não falo de heróis como se estes homens fossem superpoderosos, mas sim como homens que, em meio à decadência espiritual de seu tempo, deram verdadeiro testemunho de ousadia, fé e temor de Deus. Passo a citar alguns desses homens que foram verdadeiros arautos em seu meio, e convido os queridos leitores a uma reflexão profunda quanto às suas atuais convicções, valores e ações. É bem verdade a máxima que diz: “Nossos princípios regem nossos valores; nossos valores regem nossas crenças e nossas crenças regem nossas atitudes”.

Então, o que falar de Jerônimo Savonarola? Este gigante viveu em uma época em que a depravação moral estava pulsando no coração do povo. Entretanto, não se acovardou! O politicamente correto seria falar cuidadosamente e com excessivos eufemismos; todavia, este homem pregou com poder e autoridade a necessidade de arrependimento àquele povo que vivia de forma contumaz na prática do pecado. Ora, o perigo do politicamente correto é deixarmos de falar a verdade das Escrituras, por receio de o ouvinte simplesmente não gostar. Irmãos, a autoridade é das Escrituras! Oremos e, com amor, digamos toda a verdade contida nela.

Não poderia deixar de falar de Jonathan Edwards. Este servo fiel pregou um dos sermões mais conhecidos e impactantes da História do Cristianismo. O famigerado sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado” foi pregado depois de 3 dias de intensos jejuns e orações. Ao subir ao púlpito, dizem os biógrafos, seu rosto brilhava com uma luz que não era desta Terra. Durante o sermão, os ouvintes se agarravam às colunas e aos bancos da Igreja, vez que viam o chão se abrindo e o inferno abaixo de seus pés. Mas será que Jonathan Edwards foi politicamente correto? Será que ele falou com ressalvas ao povo quanto aos seus pecados e necessidade de arrependimento? Obviamente que não! Ele foi, na verdade, autêntico e ousado nas Escrituras Sagradas. E Glória a Deus por isso!

Para não me alongar demais neste artigo, falarei, por fim, de George Whitefield. Este valoroso homem de Deus, considerado como o “príncipe dos pregadores ao ar livre”, certa feita, depois de orar de joelhos diante de uma multidão que ansiosa o aguardava, proclamou qual versículo seria pregado: “É ordenado aos homens que morram uma só vez, e depois disso vem o juízo.” Hb 9:27. Neste momento, ouve-se um agudo grito na multidão! Um homem acabara de cair morto. Novamente George Whitefield lê o mesmo texto, e, em seguida, ouve-se outro grito, e outra pessoa cai morta. Ao invés de se apavorar com o ocorrido, George Whitefield prega com autoridade e poder e conclama o povo ao arrependimento de seus pecados. Mas será que continuar pregando após duas mortes seguidas seria o politicamente correto? Com toda certeza que não!

Quero, enfim, dizer que não precisamos ser politicamente corretos. Precisamos ser autênticos em nossa fé, não deixando de levar a verdade de Cristo àqueles que nos ouvem, sempre submissos ao Espírito Santo de Deus, perseverantes na oração, firmes na Palavra e ousados na pregação do Evangelho de Jesus! Não deixe de pregar o Evangelho e não se molde aos padrões desse mundo. Muitos pregadores e irmãos piedosos estão “amordaçados” porque lhes é imposto uma falsa verdade de que as Escrituras devem ser amenizadas para que as pessoas não fiquem zangadas. Ora, quem convence é o Espírito Santo, e sem confrontar o pecado esse mundo vai continuar achando que tem Deus, ainda que não se arrependendo de seus maus caminhos.

Que Deus os abençoe grandemente.

Hélio Roberto.
Twitter: @heliorsousa

Fonte: Artigo escrito e publicado no GospelPrime.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A dependência de Deus


Esse é o único caminho para a cura interior!


Queridos irmãos, primeiramente quero glorificar ao Senhor Jesus e agradecê-lo por tão maravilhoso que Ele é! Oro para que esse texto te conforte, edifique e transforme, em nome de Jesus.
Neste artigo, estaremos analisando a maravilhosa Palavra do Senhor, mais precisamente o Salmo 13, no qual o Senhor nos revela tesouros e pérolas extraordinárias emanadas da parte de Deus.
De início, começo afirmando que a nossa salvação em Cristo Jesus nos garante a vida eterna com Deus, mas, ainda assim, precisamos permitir que Jesus cure as feridas que porventura venham a existir em nossas almas.
Quero dividir a análise do Salmo 13 em três partes, as quais verificaremos minuciosamente, quais sejam: (1) A nossa humanidade é frágil e limitada; (2) O verdadeiro socorro vem de Deus e (3) A profunda confiança em Deus traz paz, alegria e adoração.
A nossa humanidade é frágil e limitada
O primeiro versículo do Salmo 13 diz o seguinte: “Até quando Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?”. Queridos irmãos, é bem verdade que o sofrimento contínuo traz profundo desespero e angústia. Assim como Davi, desejamos profundamente que a dor cesse, e também por muitas vezes bradamos: Até quando Senhor?. Não é raro que nossos corações, enganados pelo desespero, venham a acreditar que estamos desamparados por Deus, quando gritamos: Esquecer-te-ás de mim para sempre?”. Quantas vezes, cada um de nós, cegos e perdidos em nossas dores e confusões pensamos que Deus simplesmente se esqueceu de nós? Chegamos ao ponto de até pensar que Deus não ouve mais nossas orações, e clamamos como Davi: Até quando ocultarás de mim o rosto?.
Esses são sentimentos que retratam nossa frágil e limitada humanidade, e não foi à toa que o Espírito Santo de Deus, de forma divina, direcionou Davi na escrita desse texto, para que víssemos que, assim, como Davi, somos humanos, frágeis e limitados!
O segundo versículo nos ensina de maneira tremenda que devemos nos despir de nossas defesas diante de Deus: “Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração a cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?”.
Amados servos de Jesus, diante de Deus não cabem máscaras ou álibis. Não cabe autossuficiência diante de Deus! Somos pó diante do Deus Todo-Poderoso! Como poderíamos achar que nossas máscaras e papéis convenceriam a Deus de alguma forma? Davi fala sinceramente o que aflige a sua alma, sem desculpas ou frases de efeito. Ele diz: Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração a cada dia?”. Precisamos falar para Deus nossas dores. E isso dói! É colocar o dedo na ferida. Mas a ferida só sara quando o pus é expurgado. Irmãos, o primeiro passo para cura interior é: devemos colocar nossas dores, traumas e angústias diante de Deus. Fale para Jesus o que te perturba e machuca. Permita que Ele entre naquele quartinho escuro dentro do seu coração, e possa trazer luz à sua alma!
O verdadeiro socorro vem de Deus
 Após Davi rasgar seu coração na presença de Deus, ele clama pela providência de Deus, pois só Ele é que é Todo-Poderoso! Davi direciona a sua oração ao seu Deus, e isso é extraordinário, pois revela intimidade com Deus. Não se trata de um Deus, ou o Deus, mas do meu Deus! “Atenta para mim, responde-me, Senhor, Deus meu!” (v. 3a).
Deus é quem provê luz em meio à escuridão e ilumina nossa mente e emoções: “Ilumina-me os olhos” (v. 3b). A oração de Davi continua com o clamor para que Deus mantenha viva a sua esperança: “para que eu não durma o sono da morte” (v. 3c).
Ainda falando com Deus, Davi nos ensina que é a ordem de Deus que determina a vitória em nossas batalhas! Veja, a dependência de Deus é a chave para a cura de nossas almas, para que vençamos o que nos aflige: “para que não diga o meu inimigo: prevaleci contra ele” (v. 4a). Queridos filhos de Deus, com a providência e dependência de Deus não vacilamos em nós mesmos! “e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar” (v. 4b). Com Deus, não vacilamos em nós mesmos, na chuva de angústias, rejeições, pensamentos confusos e traumas. Com Deus somos poderosos nas regiões celestes, pois lá já fomos abençoados: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo”. (Ef. 1:3)
A profunda confiança em Deus traz paz, alegria e adoração
Que coisa maravilhosa! A fé genuína na Graça de Deus produz grande alívio e regozijo! “No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação” (v. 5). Irmãos, Precisamos decidir confiar em Deus. Peçamos fé! Peçamos que o autor e consumador da nossa fé, avive a nossa fé e nos faça crer, porque a certeza da providência de Deus enche nosso coração de alegria!
Por fim, constatamos que a adoração é a evidência de um coração rendido e quebrantado! Adoração é gratidão e comunhão com Deus, veja: Cantarei ao Senhor” (v. 6a). O Senhor muda nossa História! Nos faz bem, porque somos seus! Aleluia! Porquanto me tem feito muito bem” (v. 6b). No mundo espiritual, estamos no centro da palma da mão de Deus! Se você é filho de Deus, Satanás não pode tocar em um único fio de cabelo seu. O que ele faz é lançar mentiras em nossas mentes, e, quando você acredita, você mesmo é que se implode! Creia na verdade de Deus amado irmão! Ninguém pode tocar em você! Você já é vencedor em Cristo Jesus!
Oro a Deus que o Senhor Jesus fale tão poderosamente com você como falou comigo, e que Ele seja honrado e glorificado a cada instante, por ser tudo em nossas vidas! Converse abertamente com Ele! Peça a sua providência! Creia e o adore! E você verá a glória de Deus te inundando e fortalecendo, sabe por quê? “Então, Ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” 2 Co 12:9a
Que Deus te abençoe poderosamente, em nome do Amado de nossas almas: Jesus Cristo, o nazareno!
Graça e Paz!
Hélio Roberto.
Twitter: @heliorsousa
Fonte: Artigo escrito e publicado no GospelPrime.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A letra é que mata!

Então pra que estudar a Bíblia?


É comum e até corriqueiro que alguns irmãos digam com pulmões cheios que aquele que se dedica ao estudo mais aprofundado das Escrituras vai acabar “inchado”, ou até mesmo desviará da fé, afinal, a letra mata, e o que vivifica é o espírito!
O texto das Escrituras utilizado como fundamento para esta rotineira declaração está em 2 Co 3:6, que diz: “O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”.
Mais uma vez, precisamos ter bastante cuidado ao analisarmos o real significado dos textos sagrados. Devemos nos lembrar que a própria Bíblia se explica, não devendo ser inseridos significados que o próprio texto não contém.
Confesso que ao ler esse texto, e com a ideia encucada de que estudar as Escrituras de forma profunda acabaria me matando (matando a minha fé), uma dúvida não deixava de surgir em minha mente: mas por que será que Paulo, um dos maiores estudiosos das Escrituras, diria isso?
Analisaremos de forma cuidadosa e responsável, o que, de fato, esse maravilhoso versículo diz. De início, vamos entender a primeira parte do versículo: “O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança” 2 Co 3:6a. Desse fragmento do versículo aprendemos que fomos constituídos ministros, ou seja, representantes de uma nova aliança. Ora, se há uma nova aliança, é porque também há uma aliança antiga.
Nesse sentido, e sabendo que a nova aliança é Cristo, constatamos que fomos constituídos como representantes dessa nova aliança, ou seja, representantes de Cristo. Veja o que diz a Epístola aos Hebreus: “Por isso mesmo, ele é Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados”. Hb 9:15.
Mas então qual seria a aliança antiga? A aliança antiga é a aliança mosaica, ou seja, a aliança da lei.
Continuando o mergulho no texto de 2 Co 3:6, constatamos que não somos ministros da aliança da letra, mas do espírito: “O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito(…)” Daí concluímos que a aliança antiga, da qual não somos ministros, é a aliança da letra, ou seja, a aliança da lei! Por conseguinte, a nova aliança, ou seja, a aliança em Cristo é que é a aliança do espírito, da qual somos ministros.
Finalmente, chegamos à famigerada frase: porque a letra mata, mas o espírito vivifica.
Essa assertiva é, na verdade, a conclusão do versículo. De fato, a letra (aliança antiga – aliança da lei) mata! E o próprio Apóstolo Paulo confirma isso ao escrever aos Romanos: “Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri”. Rm 7:9. Além disso, a própria lei trazia a pena capital, veja: Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera”. Lv 20:10
No mesmo capítulo (2 Co 3), o Apóstolo Paulo confirma que a aliança da letra é a aliança mosaica: “Estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações”. 2 Co 3:3
Por outro lado, a aliança em Cristo extirpa toda e qualquer condenação de morte, porque o preço pelo pecado já foi pago! Essa verdade também foi escrita na Epístola aos Romanos: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Rm 8:1
Irmãos, vejam que coisa espetacular! O que esse versículo (2 Co 3:6) está dizendo é que a aliança antiga, ou seja, a aliança da lei (aliança da letra) mata, mas que a nova aliança, ou seja, a aliança em Cristo (aliança do espírito) vivifica!
Não há absolutamente qualquer fundamento bíblico em afirmar que esse texto, de alguma forma, está afirmando que não devemos nos aprofundar no conhecimento das Escrituras. Como poderia o fato de conhecer mais a Deus me afastar Dele? Não faria o menor sentido!
Curve seu coração diante das Escrituras. Estude-as com afinco e humildade. Entregue-se ao Espírito Santo e seja cheio da sabedoria e do pleno conhecimento de Deus.
Que Deus te abençoe!
Grande Abraço,
Hélio Roberto.
Twitter: @heliorsousa

Fonte: Artigo escrito por mim no GospelPrime