Transporte suas batalhas para o ambiente em que você já foi declarado vencedor!
domingo, 25 de junho de 2017
segunda-feira, 19 de junho de 2017
Papa Gregório, purgatório e o perigo das superstições
Cuidado com as superstições momentâneas e factoides!
O objetivo desse artigo é elucidar aos irmãos na fé em Cristo quanto à origem do dogma católico do purgatório, bem como seus perigos e afrontas às Sagradas Escrituras.
Não obstante o dogma católico do purgatório ter sido declarado através dos Concílios de Florença (1.431 – 1.438) e de Trento (1.545 – 1.563), sua origem remonta há quase mil anos antes. Foi por meio do papa intitulado: Gregório, o Grande, que a doutrina do purgatório começou a ganhar corpo.
O papa Gregório esteve à frente da igreja romana entre os anos de 590 a 604 d.C. Eleito em um período de declínio político, social e religioso na região da Itália, o papa Gregório assumiu o posto de líder da igreja católica após a morte do papa Pelágio II, morto em função da peste que assolou a região. É importante ressaltar que, nesse período, o papado ainda se submetia, em certa medida, ao poder temporal dos imperadores.
Como Constantinopla (sede do império) era omissa quanto à política e necessidades de Roma, o papa Gregório assumiu o vácuo deixado pelo império, sendo considerado o precursor do poder temporal do papado, assumindo atividades como o pagamento dos soldados, a provisão alimentar dos pobres, bem como a imposição das questões teológicas do catolicismo, a serem seguidas pelos bispos sob a égide da igreja católica.
Nesse contexto, o papa Gregório, com grande habilidade política, agraciou com títulos eclesiásticos diversas autoridades políticas locais, como moeda de troca para que suas doutrinas fossem impostas pelos imperadores em suas respectivas áreas de jurisdição. Foi assim que o papa Gregório conseguiu implantar suas ideias nas regiões influenciadas pela igreja católica.
É bem verdade que este papa nunca foi um grande pensador do ponto de vista teológico. Ele mesmo se intitulava discípulo de Agostinho, tendo os ensinos e conjecturas de seu mestre como verdade absoluta, contrariando a própria postura de Agostinho (que apenas refletia sobre determinados pontos, sem fechar uma posição).
Como Agostinho certa feita chegou a conjecturar que poderia haver um local de purificação dos mortos, sem apresentar uma conclusão fechada sobre essa questão, Gregório se apodera dessa divagação agostiniana e passa a apregoar que essa era uma verdade absoluta! De fato, este papa, conquanto sua notável habilidade política, era um homem deveras supersticioso, que se deixava levar por todo vento de superstição, como uma folha que é levada sem qualquer rumo certo pela força do vento. Para Gregório, esse “vento” eram suas diversas superstições.
Antes de continuar a exposição, precisamos apresentar como o catecismo católico apresenta o dogma do purgatório, vejamos:
“1030. Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu.” (grifos nossos)
Como se pode depreender do item acima, extraído do atual catecismo católico, o purgatório seria o local no qual aquele que morre em comunhão com Deus deve passar um período de castigo ou pena para que esteja em santidade suficiente para entrar no céu.
Conforme nos ensina o egrégio Prof.º Justo L. Gonzalez, segundo a visão gregoriana, a forma como se poderia oferecer uma satisfação a Deus pelos pecados se dava através da penitência, que se subdividia em 3 fases: arrependimento, confissão e pena ou castigo, o que, em conjunto com o perdão sacerdotal, confirmava o perdão de Deus. Assim, segundo o dogma do purgatório, era necessário o cumprimento do castigo ou da pena para que o perdão fosse completo.
Além disso, segundo o dogma do purgatório, o famigerado local de sofrimento só teria uma saída: o céu, devendo passar pelo purgatório todos aqueles que se arrependeram e confessaram os seus pecados, mas não pagaram as respectivas penas ou castigos.
Vencida esta exposição necessária ao esclarecimento do que é o dogma do purgatório, vamos à sua breve análise, segundo as Escrituras Sagradas.
O principal problema do dogma do purgatório é que ele diminui a eficácia do sacrifício salvífico de Cristo. A obra expiatória de Jesus na cruz foi plena e suficiente para nos livrar de toda e qualquer condenação, conforme o próprio Ap. Paulo declarou: “Portanto, nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus.” Rm 8:1 (grifos nossos)
Desde quando Deus se agrada em levar seus filhos ao sofrimento? E desde quando o sofrimento e a penitência nos purificam de alguma coisa? O único que tem poder de nos limpar de todo pecado é o sangue de Jesus, e não um local de sofrimento e dor, como se isso tivesse alguma eficácia. O que há após a morte é o juízo de Deus, seja para o céu, seja para o inferno: “E, como aos homens está ordenado morrerem apenas uma só vez, vindo depois disso o juízo.” Hb 9:27 (grifos nossos)
Precisamos entender como a mera superstição de um papa (Gregório) foi capaz de instituir um dogma sem qualquer fundamentação bíblica, que na verdade mitiga a obra expiatória de Jesus.
Quando o dogma do purgatório foi formalmente declarado através dos Concílios de Florença e Trento, ele já estava instituído de fato nos mosteiros e paróquias da igreja romana, dado que sua imposição se iniciou, como vimos acima, com o papa Gregório, no final do séc. VI. O que os Concílios fizeram foi apenas formalizar o que já era crido e praticado nos locais sob jurisdição da igreja católica.
Não é à toa que precisamos sempre recorrer, como última ratio regis, à Bíblia Sagrada em matéria de fé e doutrina, para que não venhamos a ser levados por superstições momentâneas e factoides, institucionalizando dogmas contrários às Escrituras e à verdade de Deus posta na Bíblia.
Segundo a Bíblia, que é a Palavra de Deus, não existe qualquer purgatório! Isso nunca foi ensinado por quaisquer dos pais da Igreja. Não há nenhum fundamento bíblico.
Portanto, creia no alcance expiatório de Jesus Cristo; arrependa-se dos seus pecados, e não acredite que haverá qualquer redenção pós-morte, pois é uma grande mentira. Viva esta vida em completo amor a Deus, com a plena consciência de que se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos livrar de toda iniquidade, sem a necessidade de absolutamente mais nada, pois Jesus já pagou o preço dos meus e dos seus pecados!
Que Deus te dê entendimento e que a luz do Evangelho resplandeça sobre os seus olhos!
Graça e Paz!
Hélio Roberto.
Twitter: @heliorsousa
Referências:
- http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s2cap3_683-1065_po.html
- GONZALEZ, Justo L.. Uma História Ilustrada do Cristianismo: A Era das Trevas. Vol 3
Fonte: Artigo escrito para o site GospelPrime.
sábado, 17 de junho de 2017
Chantageadores de Deus
Como pode o homem, que é pó, achar que pode "pressionar" a Deus?
A falta de relacionamento com Deus gera pouco, ou nenhum, conhecimento do caráter de Deus. Como consequência disso, tomam-se como verdadeiras uma série de condutas diante de Deus que, na verdade, contrariam de forma brutal a essência do Senhor apresentada nas Escrituras Sagradas.
O famoso “evangelho da barganha“, tão em voga nos dias atuais, evidencia que muitos que se dizem seguidores de Jesus, na verdade, nunca conheceram o bom Mestre!
O mais alarmante, e já previamente avisado por Cristo, é a quantidade de “pastores” e “líderes” que ensinam de forma deliberada que o crente tem “direitos” diante de Deus, devendo exigir do Criador aquilo que deseja. Comum é alguns chegarem a “ameaçar” a Deus caso o pedido apresentado não seja atendido. Apresentam discursos de que não mais servirão a Deus caso Ele não atenda à respectiva petição. Isso é tão absurdo! Desde quando Deus precisa de alguma coisa? Aquele que se afasta Dele é que está fadado à maior pena de toda a existência: a ausência do Amado e Maravilhoso Espírito Santo!
Não obstante, os incautos esquecem, ou mesmo nunca observaram o texto que diz: “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” Rm 9:15,16
Como pode o homem, mero mortal, achar que pode “exigir” alguma coisa de Deus, o Ser mais Absoluto, Supremo e Perfeito de toda a existência? Isso reflete a reiterada tentativa de diminuir Deus, por parte de alguns líderes, impedindo que suas ovelhas conheçam de forma verdadeira ao Deus Todo-Poderoso.
O Evangelho que durou 2.000 anos não é esse “evangelho” mercantilista e interesseiro! Ser cristão no início do Cristianismo significava risco de morte! Não havia conversão a Cristo sob a ótica de ganhar qualquer coisa, mas sim pela completa rendição ao Senhor Jesus, ainda que isso significasse ir para a fogueira ou ser lançado às feras no Coliseu.
Precisamos dizer NÃO a estas mentiras diabólicas apregoadas por muitos que se dizem cristãos. Obviamente, Deus é abençoador e tem prazer em abençoar seus filhos. Mas ninguém, absolutamente ninguém, tem qualquer direito de exigir qualquer coisa que seja de Deus. Isso apenas constata um relacionamento raso e superficial com Deus, ou até mesmo, sua completa ausência, como o próprio Cristo disse: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” Mt 7:21-23
O verdadeiro servo de Deus adora ao Senhor pelo que Ele é, e não pelo que Ele pode dar. Sejamos como os 3 amigos de Daniel, que diante da ameaça de serem queimados vivos pelo rei Nabucodonosor bravamente bradaram que, se Deus quisesse, Ele os livraria, mas se não quisesse, ainda assim eles não adorariam à estátua de Nabucodonosor, ou seja, não negariam sua adoração a Deus: “Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste. Dn 3:17,18
Queridos, sejamos verdadeiros adoradores, e não interesseiros que em nada conhecem a Deus e desejam apenas chantagear ao Senhor, como se isso fosse de alguma forma possível. Não passam de incautos e loucos apartados da presença de Deus. Cegos sendo guiados por lobos e mercenários da fé. Que o Senhor guarde seu coração desse mal!
Graça e Paz!
Hélio Roberto.
Twitter:@heliorsousa
sábado, 10 de junho de 2017
Fé vs Ansiedade
Viva em fé e tenha paz!
Confira essa curta mensagem acima e que Deus te abençoe grandemente, em nome de Jesus!
terça-feira, 23 de maio de 2017
Satanás não se opõe à boa moral
Satanás é contra o nome de Jesus!
Recentemente, assisti um filme1 extraordinário em que um professor de uma universidade teológica decidiu escrever um livro no qual ele defendia que seria perfeitamente válido ensinar os mandamentos de Jesus, sem dizer que o autor desses ensinos é Cristo, até que outro professor discorda e se opõe à tese levantada pelo seu colega.
Infelizmente, essa tem sido a postura de muitos no meio Cristão. No cerne da questão estaria a premissa de que a sociedade cresceria moralmente se aqueles que não aceitam Jesus ao menos aceitassem os seus ensinamentos. O álibi de que atribuir a Jesus determinados ensinos pode gerar resistência por parte dos ouvintes, já que estes não querem saber de Jesus, e que a melhor alternativa seria passar os ensinamentos de Cristo, mas sem citar o Autor, trata-se de um tremendo erro!
Veja, Satanás não está nem um pouco preocupado com a boa moral, mas sim com o nome de Jesus, ou seja, Satanás se opõe ao nome de Jesus. Quando dizemos a uma criança que é errado mentir, mas não a dizemos que é errado mentir porque Jesus assim o disse, então a mentira passa a ser relativizada, já que carece de uma autoridade por detrás. O que quero dizer é que, sem citar a autoridade de Cristo, enquanto mentir é uma conduta imoral para determinada pessoa, é moral para outra, ou seja, a moralidade passa a ser uma questão de opinião, e opinião cada um tem a sua!
Quando a boa moral se aparta da autoridade de Cristo, as pessoas passam a achar que fazer coisas boas e corretas é suficiente para que se aproximem de Deus, e isso é um terrível engano! Quantas vezes ouvimos pessoas que não se renderam a Cristo dizer: “Mas eu sou uma boa pessoa”, ou “Eu nunca matei ninguém”, ou mesmo “Eu ajudo os necessitados, por que Deus não me salvaria?”. A partir desse tipo de raciocínio falacioso, os incautos acham que o simples exercício da boa moral, sem Jesus, lhes é suficiente para salvação. Eis, então, o motivo pelo qual Satanás tem trabalhado vorazmente para que o nome de Jesus seja apartado de seus ensinos!
Certa feita, Dostoievski disse que “se Deus não existe, então tudo é permitido”. Se a nossa moralidade não estiver fundada em Cristo, ela não serve de absolutamente nada! Se nossas condutas morais não estiverem fundadas em Jesus, certamente elas perecerão com o tempo e não mais direcionarão nosso agir.
Lembre-se de como era o cinema americano na década de 1920. Nesse período, havia um comitê de análise do conteúdo dos filmes, antes de suas publicações: Motion Picture Association of America (MPAA). Em seguida, decidiu-se retirar o nome de Jesus dos cinemas, mas manter os seus ensinos. Qual foi o resultado disso? A moral ensinada por Cristo permaneceu por um período, mas logo foi relativizada, dado que, após um tempo, ninguém mais se lembrava qual a autoridade que estava por detrás de determinado preceito, preceito este que passou a ser uma questão de opinião individual. Essa foi a grande estratégia de Satanás: retirar o nome de Jesus das artes, das escolas e da Academia.
De forma semelhante ocorreu com as escolas. Proibiu-se que se falasse de Jesus nas salas de aula americanas, restando o humanismo e a moralidade relativizada, ainda que por um tempo tal moralidade estivesse de acordo com os ensinos de Cristo, o que não tardou a se perder.
Falar que roubar é errado porque Jesus assim o disse traz consigo a autoridade do Autor na assertiva proibitiva. Caso contrário, você pode vir e dizer a uma criança: “Roubar é pecado”, e ela vir a te responder: “Quem foi que disse?”
Vivemos em uma sociedade em que os valores estão totalmente invertidos/relativizados. Pais já não são mais respeitados pelos seus filhos; professores são chacoteados pelos alunos; policiais são afrontados em suas atividades; pessoas mais velhas são humilhadas a todo momento. E por que isso? Porque os preceitos de Jesus já não são ensinados com a autoridade do Autor, que é o próprio Cristo.
Não se engane, Satanás não se opõe à boa moral, mas sim ao nome de Jesus! Pessoas têm deixado de citar Jesus, como se citar o nosso Mestre fosse um demérito ou sinal de anti-intelectualismo, e esse tem sido a grande estratégia do diabo para tirar o nome de Jesus das artes, da escola, da família e das relações sociais.
Não tenha receio de dizer: “Jesus disse isso!” Nosso Senhor Jesus é a fonte de toda autoridade, e somente o nome Dele tem representatividade suficiente para evitar que seus ensinos sejam relativizados ou eliminados!
Moral sem Jesus não é moral, é opinião. A verdadeira moral só tem sentido se vier chancelada pelo nome de Jesus, pois somente assim ela não perecerá com o tempo. Por fim, lembre-se que os ensinos de nosso Mestre são fonte de vida, alegria, paz e felicidade!
Que Deus te abençoe grandemente, em nome de Jesus!
Grande Abraço,
Hélio Roberto.
Twitter: @heliorsousa
Referências:
- Filme: “A Jornada”.
Fonte: Artigo escrito para o site GospelPrime.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Qual será o meu galardão?
Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão. 1 Co 3:11;14
Durante minha caminhada cristã, já ouvi diversas citações sobre a tão esperada recompensa, intitulada: Galardão. Não raramente, e até forma ávida, muitos irmãos alimentam suas fés sob a égide da esperança do recebimento do tão esperado e famigerado presente celestial! Mas o que vem a ser, de fato, esse tal de galardão?
É comum ouvirmos alguns irmãos bradarem de pulmões cheios que receberão maior galardão nos céus. Mas será que, de fato, haverá distinção quanto ao galardão (recompensa) de cada um? Eu creio veementemente que sim! A Palavra de Deus nos deixa claro que a medida de nossa recompensa (e aqui não falo de salvação, dado que a salvação se trata de um ato exclusivo de Deus) será proporcional às nossas ações aqui na Terra, veja: “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.” Ap 22:12. Se cada um receberá sua recompensa na medida de suas obras, é porque haverá recompensas em medidas diferentes.
Como, ainda que de modo sucinto, conseguimos concluir que o galardão de cada um será na medida de suas obras, ou seja, distintos, passemos à análise do que vem a ser essa recompensa.
Pude ouvir, algumas vezes, irmãos sinceros dizendo que o galardão se trata de uma moradia melhor no céu, ou uma casa de ouro puro, ou até mesmo uma mansão nas regiões celestes. Sinceramente, tenho muitas dificuldades em entender de onde vêm essas assertivas. Enfim, dado que seremos seres com mentes renovadas e corpos glorificados, qual seria a finalidade de querer uma “casa maior” no céu? Vejo esse tipo de anseio eivado de preceitos desse mundo, ligados à vaidade e que pouco tem a ver com as maravilhas celestiais. Se nossa concepção de recompensa celestial se restringe a posses, estamos com uma visão bastante míope das verdades de Deus, para não dizer que estamos totalmente cegos!
Então, o que é, de fato, esse tal de galardão? Uma breve pergunta pode nos ajudar a responder esta questão: O que há de mais desejável no céu? Com toda certeza e sem medo de errar, a resposta é simples: O que há de mais desejável no céu é a Presença de Deus! Assim, na minha concepção, o galardão tão prometido nas Sagradas Escrituras é a Presença de Deus. Você pode vir a se perguntar: Então haverá pessoas mais próximas de Deus do que outras? Eu creio que sim, no sentido de que haverá pessoas mais íntimas de Deus do que outras.
Penso também que isso será algo naturalmente compreendido e aceito por todos. Ao considerarmos que teremos uma mente renovada e livre de qualquer pensamento pecaminoso – como a inveja e a cobiça – torna-se mais fácil compreender e aceitar que aquele irmão que foi mártir e não negou a fé será mais galardoado do que eu; e digo mais, ficaremos felizes por nosso irmão ser tão íntimo de Deus e reconheceremos a justa medida da Justiça recompensatória de Deus. Isso não quer dizer que todos nós salvos não seremos íntimos de Deus, dado que todos, em certa medida, teremos intimidade com Deus. Outrossim, penso que galardões maiores se tratam de mais intimidade com o Senhor, afinal, não há maior recompensa do que essa! Talvez nossos preceitos atualmente deturpados como consequência do pecado e da queda não permitam que alcancemos tão profunda e maravilhosa mudança de paradigmas.
Por fim, o objetivo desse artigo é alertá-lo quanto ao erro que há no desejo de ter no céu uma recompensa segundo os padrões dessa Terra (posses), bem como incentivá-lo a buscar o maior galardão possível, não por disputa, mas por amor à presença de Deus, e também motivá-lo quanto à alegria que haverá no dia em que entrarmos na cidade celestial e desfrutarmos da maravilhosa presença de Jesus, sendo esse o verdadeiro e mais desejável galardão de todo aquele que ama ao Senhor Jesus!
Que Deus te abençoe grandemente!
Hélio Roberto.
@heliorsousa
Fonte: Artigo escrito para o site GospelPrime.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
A Bíblia e o Direito
Cosmovisão Cristã aplicada às Ciências jurídicas
Este artigo foi escrito à Associação Nacional dos Juristas Evangélicos – ANAJURE, em processo seletivo no qual se concorria a uma semana de aulas sobre liberdade religiosa e suas facetas na sociedade brasileira. Fico feliz em ter sido aprovado e aproveito para compartilhar este texto, de modo que sirva para edificação da Igreja e Glória do Senhor Jesus. Eis o artigo:
Trata-se de grave erro cometido pelos operadores do Direito desconsiderar as contribuições e inspirações que a Cosmovisão Cristã – considerando-se para tal toda a Escritura Sagrada: Antigo e Novo Testamentos – propiciaram ao Direito. Muitos dos valores atualmente internalizados pelo Direito têm sua origem nos ensinos da Bíblia.
Ao se traçar um breve relato comparativo entre as verdades teológicas e o Direito, verifica-se que as Sagradas Escrituras serviram como fonte inspiradora do Direito através dos séculos. Nesse prisma, pode-se verificar, por exemplo, a previsão da Lei de Deus quanto ao devido processo legal. Além disso, confere-se nas Sagradas Escrituras uma das primeiras distinções da História entre dolo e culpa.
Ao prever cidades de refúgio[1] para aqueles que cometeram um homicídio sem a intenção de matar, ou seja, sem animus necandi, o Direito Mosaico assegurava que o homicida fosse posto em uma cidade separada até que aguardasse um julgamento justo por quem de Direito, ou seja, por um juiz natural da época. Vê-se claramente que conceitos jurídicos tão largamente utilizados hodiernamente como dolo/culpa, devido processo legal e juiz natural têm sua origem há cerca de 3.600 anos, consoante previstos na Bíblia.
Ainda de forma comparativa, as diretrizes bíblicas já orientavam aos magistrados quanto à impessoalidade ao julgar, ao preconizarem que não deveria haver injustiça no juízo, nem favorecendo o pobre, nem comprazendo ao grande; com justiça deveria ocorrer o julgamento do próximo[2]. O próprio Cristo revolucionou os aspectos legais da época, ao derrogar a famigerada lei de talião, a qual previa a recompensa na mesma medida. Jesus assim disse:
Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.[3]
Vê-se nas palavras de Jesus a proibição da “justiça pelas próprias mãos”, ou seja, da autotutela. No Direito, a tutela Jurisdicional é monopolizada pelo conceito de Jurisdição, por meio da qual a aplicação da norma é atividade exclusiva do Estado.
Ademais, vencida a falácia de que os preceitos cristãos em nada podem contribuir para a sã normatização e aplicação do Direito, há que se tecer alguns comentários quanto à relação entre o Direito e a defesa da liberdade religiosa.
A liberdade religiosa tem sofrido grandes ataques, principalmente por ideologias pautadas em preceitos contrários ao Cristianismo.
É intrínseco ao ser humano o direito de se expressar e de crer. Um dos grandes iluministas da História da Humanidade, ateu diga-se de passagem, Voltaire, bradou com propriedade: “Posso até não concordar com nenhuma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de falar.” Voltaire expunha, no séc. XVIII, o direito básico de pensar, expressar-se e até de crer.
O italiano Giovanni Pico Della Mirandola, em sua obra escrita no séc. XV: O Discurso sobre a Dignidade do Homem, defende que a dignidade do homem – tão em voga nos discursos jurídicos atuais – está relacionada a dois principais fatores, quais sejam: o Direito de filosofar, ou seja, de pensar, e o Direito de crer.
Outrossim, clarividente é que a liberdade religiosa se trata de uma conquista fundamental do homem, não podendo ser restringida, mitigada ou suplantada por aqueles que não concordam com a religião. Ademais, vê-se constantemente o discurso – como álibi de que o direito de liberdade religiosa não pode ser exercido em sua plenitude – de que a liberdade religiosa tem limites, como por exemplo, a proibição de que a religião interfira na ideologia do Estado. Ora, os defensores dessa falácia esquecem, ou fazem questão de olvidar, que o Estado é laico, mas as pessoas que o compõem não o são. Além disso, o conceito de separação entre Estado e Igreja é utilizado com sentido contrário ao seu real significado.
É que a primeira vez em que se usou a expressão “separação entre Estado e Igreja” foi na carta de Tomas Jefferson a uma Igreja Batista na cidade de Danbury, Estado do Connecticut, que dizia o seguinte:
Acreditando com vocês que a religião é uma questão que diz respeito exclusivamente ao homem e seu Deus, que ele deve prestar contas a ninguém mais por sua fé ou culto, que os poderes legislativos do governo estendem-se somente a ações e não a opiniões, contemplo a reverência soberana desse ato de todo o povo americano, que declarou que seu legislador ‘não fará nenhuma lei respeitante ao estabelecimento de religião ou à proibição de seu livre exercício’, construindo, assim, um muro de separação entre Igreja e Estado.”[4]
Desta feita, ao contrário do que se apregoa com o discurso “separação entre Igreja e Estado”, é que este não pode interferir no Direito de liberdade religiosa, tão caro às sociedades civilizadas.
Portanto, a cosmovisão cristã teve e continuará tendo influência sobre o Direito, dado que é impossível extrair a fé dos indivíduos, indivíduos estes que se relacionam socialmente, relação esta dirigida e supervisionada pelo Direito, o que, por conseguinte, conflui para necessidade de defesa da liberdade religiosa, valor de suma importância a todo ser humano.
Grande abraço,
Hélio Roberto.
Twitter: @heliorsousa
Referências:
1. Cidades de refúgio: Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando passardes o Jordão à terra de Canaã, fazei com que vos estejam à mão cidades que vos sirvam de cidades de refúgio, para que ali se acolha o homicida que ferir a alguma alma por engano. E estas cidades vos serão por refúgio do vingador do sangue; para que o homicida não morra, até que seja apresentado à congregação para julgamento. (…) Serão por refúgio estas seis cidades para os filhos de Israel, e para o estrangeiro, e para o que se hospedar no meio deles, para que ali se acolha aquele que matar a alguém por engano. Nm 35:9-15
2. Levítico 19:15.
3. Mateus 5:38-41
4. GEISLER, Norman; MEISTER, Chad. Razões para Crer. Rio de Janeiro: CPAD. 2013. p. 133.
Fonte: Artigo escrito e publicado no site GospelPrime.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Será que sou batizado com Espírito Santo?
Falar em línguas estranhas é a evidência do batismo com o Espírito Santo?
Queridos irmãos, esse é um assunto que, sem sombra de dúvidas, gera grandes divergências em nosso meio. Não pretendo aqui, de maneira alguma, afrontar a doutrina e a crença dos meus irmãos, mas apenas fazer uma análise bíblica sobre essa questão e suas consequências.
De início, é importante conceituar o que vem a ser batismo. A própria etimologia da palavra nos indica que batismo significa, simbolicamente, imersão, por meio do qual se imerge de uma forma, emergindo-se como uma nova criatura. Mas como esse conceito se aplica ao batismo com o Espírito Santo? Quais são as evidências – exteriores – de que sou batizado com o Espírito Santo? Tentarei, nesse breve artigo, trazer algumas respostas bíblicas a estas questões.
É comum dizer-se que batizado com o Espírito Santo é aquele que fala línguas estranhas. Tenho dificuldade de encontrar fundamento bíblico para esta assertiva. O batismo no Espírito Santo consiste no selo do Espírito, por meio do qual somos identificados no mundo espiritual como filhos de Deus.
Dessa forma, segundo a Bíblia, constatamos que somos cheios do Espírito Santo no momento de nossa conversão, ou melhor, de nossa regeneração. A regeneração consiste no novo nascimento, em que o Espírito Santo passa a habitar em cada um de nós, transformando-nos em novas criaturas, agora selados para Cristo por meio do Seu Espírito. É o Espírito Santo quem nos convence de nossos pecados, levando-nos a reconhecer os nossos pecados, arrepender-nos destes e aceitar e confessar o Senhor Jesus como nosso Senhor e Salvador.
É no momento de nossa regeneração, que é a obra do novo nascimento realizada pelo Espírito Santo, que somos selados com o Espírito Santo, ou seja, batizados com o Espírito Santo! E a condição para tal é crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e não a glossolalia, ou seja, falar em línguas estranhas: “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;” Ef 1:13. Veja que o critério para que sejamos selados pelo Espírito Santo é o crer no evangelho do Senhor Jesus.
Confunde-se, rotineiramente, o ser “batizado com o Espírito Santo” com a “Plenitude do Espírito Santo”. O batismo com o Espírito Santo ocorre concomitantemente à regeneração, ou seja, ao novo nascimento. É nesse momento que sou selado com o Espírito e reconhecido no mundo espiritual como filho de Deus e, caso morra em seguida, estarei salvo em Cristo Jesus. Caso venhamos a afirmar que o batismo no Espírito Santo ocorre em momento posterior, estaremos a dizer que esta pessoa não tem parte com o Espírito Santo, e isso não é verdade, já que sem a obra e presença do Espírito Santo nunca teria havido conversão dos seus maus caminhos.
O falar em línguas estranhas (o que deixo claro que acredito e falo) não é evidência do batismo com o Espírito Santo, mas sim da plenitude do Espírito Santo. Falar em línguas estranhas consiste em um dom espiritual dado por Deus para edificação pessoal e, havendo intérprete, edificação da Igreja. O batismo com o Espírito Santo é anterior à evidência dos dons espirituais, está ligado à regeneração, ou seja, ao novo nascimento.
Conheço diversas pessoas que têm uma vida genuína com Deus e não falam em línguas estranhas. Tenho grandes dificuldades, segundo a Palavra de Deus, de dizer que estas pessoas não são batizadas com o Espírito Santo, já que o próprio Espírito opera na vida delas, gerando arrependimento e temor diante de Deus, muitas vezes de forma mais profunda do que em muitos irmãos que falam em línguas estranhas. Apenas para exemplificar esta questão, um dos homens mais cheios do Espírito Santo na história da humanidade foi o evangelista Billy Graham, o qual pregou para aproximadamente 215 milhões de pessoas, e que não falava em línguas estranhas; alguém teria coragem de dizer que Billy Graham não foi batizado com o Espírito Santo? Se sim, com qual poder milhares de pessoas se convertiam em suas pregações, se não pelo poder do Espírito Santo?
Por outro lado, um dos maiores avivalistas da humanidade foi Charles Finney, o qual evidenciava a plenitude do Espírito Santo de forma latente. Tanto Billy Graham quanto Charles Finney, na minha humilde opinião, segundo os preceitos da Bíblia, foram sim batizados com o Espírito Santo, visto que foram regenerados em Cristo Jesus. Charles Finney evidenciava alguns dons que Billy Graham não, e Billy Graham evidenciava alguns dons que Charles Finney não, o que não faz nenhum deles melhor do que o outro, mas ambos instrumentos úteis nas mãos do Senhor.
Assim, quando alguém perguntar-lhe se você já foi batizado com o Espírito Santo, responda sem hesitar: Sim, no dia em que fui feito nova criatura em Cristo Jesus. Ademais, busque com afinco a plenitude do Espírito Santo para glória de Deus, e não para dizer que é mais espiritual que o seu irmão. Ter esse entendimento mudará o seu relacionamento com o Espírito Santo! Saiba que Ele já habita em você e que já te batizou e selou, se você entregou sua vida ao Senhor Jesus!
Por outro lado, Não tenho dúvidas de que o dom de línguas estranhas é, assim como os outros dons, em Deus, uma poderosa arma espiritual, evidenciando a Plenitude do Espírito Santo.
Que o Senhor os abençoe grandemente, em nome de Jesus.
Hélio Roberto.
Twitter: @heliorsousa
Fonte: Artigo escrito para o site Gospel Prime.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Seja sal da Terra
“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens” Mateus 5:13
Certo missionário tinha estado na cadeia há mais de 2 semanas. Ele havia sido posto atrás das grades em uma prisão em Kosovo porque tinha tentado falar a outros de Jesus Cristo. Outros missionários tentaram negociar a sua liberdade, mas dia após dia os seus pedidos eram recusados. Eventualmente, eles receberam as boas novas de que o seu amigo seria em breve libertado, por isso foram à prisão para lhe comunicarem. Os missionários descobriram que o seu amigo tinha estado a testemunhar aos seus colegas da prisão, e, quando lhe disseram que estava prestes a sair da cadeia, ele disse: “Não, ainda não. Deem-me mais uma semana. Preciso de mais tempo para partilhar o evangelho com estas pessoas.”
Essa história retrata, de maneira bem clara, o que significa ser sal da Terra! Nesse artigo, discorrerei sobre o que, de fato, isso significa.
De início, tenho aprendido que não há qualquer palavra nas Escrituras que lá esteja sem motivo ou significado, e isso também se aplica ao texto no qual o Senhor Jesus afirma que somos “Sal da Terra”. Observe que Jesus não está fazendo um pedido ou propondo uma escolha; na verdade, nosso Mestre está proclamando uma constatação: que aqueles que são seus seguidores são, necessariamente, sal da Terra!
Quanto à origem do sal na natureza, é surpreendente que este tenha sua origem nas rochas. Reforçando que não há nas Escrituras palavras soltas, é impressionante que para sermos “sal da Terra” temos que ser gerados na verdadeira Rocha, que é Jesus Cristo: “Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido” 1 Pe 2:6.
Existem, principalmente, dois tipos de sais que dão sabor: (1) Sal da rocha e (2) Sal marinho. O Sal de rocha, cujas jazidas são mineradas, geralmente é extraído por meio de sua dissolução em água. Já o Sal marinho é obtido pela evaporação e cristalização da água do mar. O sal marinho também tem sua origem nas rochas1 que, por meio da água das chuvas, é levado destas rochas aos rios, os quais correm para o oceano. O sal espiritual de nossas vidas só pode vir da verdadeira Rocha, que é Jesus Cristo.
Para evaporação da água do mar, é necessária a utilização de salinas. Salinas são locais onde se represa esta água, predominando ventos e temperaturas elevadas, o que favorece a evaporação. O sal comum cristaliza-se antes dos outros sais dissolvidos na água e, assim, é separado. Veja que é necessário o sol escaldante sobre a água para obtenção do sal marinho. Muitas vezes, precisamos passar pelo calor escaldante das tribulações e pela força dos ventos das adversidades para que o “sal da presença de Cristo” seja gerado em nossas vidas!
O sal tem funções bem peculiares e interessantes, o que nos leva a crer que Jesus disse algo bastante profundo quando nos chamou de “Sal da Terra”. Eis as principais funções do sal:
- O sal dá sabor ao seu meio. De modo análogo, aquele que é servo do Senhor Jesus deve “dar sabor” ao seu meio, pela presença de Cristo e testemunho da verdade do Senhor. Ser sal da Terra significa trazer sabor a este mundo que caminha a passos largos em direção à morte! Precisam de sentido na vida e da presença do Senhor Jesus! Para que essas pessoas sejam alcançadas, precisamos, como sal da Terra que somos, dá-las o sabor da presença e do evangelho de Jesus.
- O sal também serve para preservação de alimentos, dado que impede a ação das bactérias da decomposição. Assim deve ser você: um antídoto contra as bactérias do pecado e que trazem a destruição do homem. Através da presença de Jesus em sua vida: Seja sal da Terra!
- Outra função bem interessante do sal é a de dar sede. Desta feita, como sal da Terra, você deve gerar a sede da presença do Senhor Jesus àqueles que lhe cercam!
- Por fim, o sal tem uma característica bem singular que é a de conservar o calor. Nos dias do nosso Senhor na terra, os fornos eram feitos de barro em forma de colmeia. Não tinham nenhuma chaminé. O fogo era colocado diretamente no forno, e, depois deste aquecido, as cinzas eram retiradas e o pão colocado no seu interior. O forno era feito de paredes duplas e o espaço que as mediava era cheio de sal. Este sal mantinha o calor depois do fogo se apagar, garantindo assim a cozedura do pão. Os antigos também diziam que, quando uma criança tinha dores de ouvido, usava-se um saquinho de sal que era aquecido no forno e depois envolvido numa toalha. O sal conservava o calor do saco durante toda a noite, o que aliviava as dores de ouvido. Assim deve ser aquele que é sal da Terra: preserva a chama do Espírito Santo acessa em suas vidas, aquecendo aqueles que lhe cercam.
É interessante observar que o sal nas sociedades antigas era um produto de grande valor. Embora o valor comercial do sal nos dias de hoje seja baixo (geralmente fica no final da prateleira e ninguém dá muito valor a ele), o seu valor quanto à sua necessidade é altíssimo, ou seja, a ausência do sal na comida é imediatamente percebida, não obstante seu baixíssimo valor comercial. Assim deve ser cada um de nós! Sem valor comercial, mas necessários a esse mundo insípido.
Temos visto muitos se tornado verdadeiras “mercadorias gospel”. Não se impor um valor comercial tem sido algo raro àqueles que louvam ao Senhor ou pregam em Igrejas, e isso é lamentável! Não se venda, você já foi comprado pelo sangue de Jesus! Seja como o sal, cuja ausência é facilmente percebida, mas não se apresenta como um produto comercial. Além disso, ninguém vê o sal na comida, mas todos o percebem. Veja, você não precisa estar aparecendo para ser sal na vida das pessoas, dado que é o sabor que você traz ao seu meio, em Cristo Jesus, que faz a verdadeira diferença.
Mas quando o sal perde o seu sabor? Em única situação: quando se mistura com a areia! Veja, o crente perde seu sabor quando se mistura com o mundo, ou seja, quando começa a ser contaminado pelo mundo!
Obviamente, devemos ser sal no mundo, e não apenas dentro da Igreja. Todavia, ser sal no mundo não significa ser acrescentado pelo mundo, mas acrescentar a presença de Jesus ao mundo! O mar morto é assim chamado porque só recebe sal sem compartilhá-lo com ninguém e, dado seu excesso de salinidade, é impossível que haja vida nele, por isso recebeu esse nome.
Seja sal nesse mundo tão carente da presença de Deus! Seja sal da Terra!
Que Deus o abençoe grandemente, em nome de Jesus.
Grande Abraço,
Hélio Roberto.
@heliorsousa
Fonte:
- http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/por-que-mar-salgado.htm
- Artigo escrito para o site GospelPrime
segunda-feira, 3 de abril de 2017
STF e a cultura de morte
Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. Sl 139:16
É alarmante que o Órgão máximo do Poder Judiciário no Brasil, o Supremo Tribunal Federal – STF, tenha se pautado em fomentar uma cultura de morte com precedentes que tendem a aprovar a descriminalização do aborto em nosso país. Nesse artigo, traçarei um breve histórico das tentativas de se aprovar o aborto no Brasil, bem como a recente participação do Judiciário nessa questão.
É importante, inicialmente, deixar claro que a legitimidade constitucional para legislar é do Congresso Nacional, consoante arrazoa o art. 44 da Constituição Federal: “O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.” Ainda no Capítulo da Constituição Federal que se refere ao Poder Legislativo (Capítulo I do Título IV) está a Seção VIII (uma subdivisão do Capítulo), que trata do Processo Legislativo, o qual compreende a elaboração das leis de um país (art. 59 da Constituição Federal), ou seja, cabe ao Congresso Nacional iniciar e promover o Processo Legislativo – elaboração de leis – no Brasil.
Por outro lado, o STF tem extrapolado suas atribuições ao decidir na “canetada” sobre temas que são de competência exclusiva do Congresso Nacional. Ou seja, o STF, que deveria ser o guardião da Constituição, é o primeiro a despedaçá-la. Dentre esses temas está a questão do aborto. Ora, a representação popular está intrinsicamente ligada ao Parlamento, e não em 11 juízes que nunca passaram por um processo eleitoral, e que se acham “deus”, como se pudessem fazer tudo a qualquer hora e da forma que quiserem.
O Brasil deve ter cuidado para que não se repita aqui o que recentemente aconteceu com a Venezuela, ou seja, um Poder Judiciário que toma as vezes do Poder Legislativo por motivos escusos e ideológicos. Vencida a questão de que o STF está extrapolando suas atribuições, o que afronta veementemente a democracia, passemos à questão do aborto em si.
No mês de novembro do ano passado, a 1º Turma do STF decidiu que não cabia prisão àqueles que praticaram aborto em uma clínica clandestina em Duque de Caxias-RJ. Dos 4 ministros dessa turma, os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Edson Fachin votaram pela descriminalização do aborto. Apenas o ministro Luiz Fux não adentrou na questão. Ora, se esse ponto não foi aprovado no Parlamento é porque a sociedade brasileira legitimamente representada não o quis, ou o processo de discussão ainda está em curso, dado sua complexidade!
Há mais de 20 anos se tenta legalizar o aborto no Brasil. O Projeto de Lei – PL mais antigo é o 1.135/91 (arquivado em dezembro de 2011). Em julho de 2012 foi apresentado no Senado Federal o PL 236, versando sobre a mesma matéria. Segundo esse PL, o aborto deveria ser liberado até o 3º mês. Mas sob quais critérios? Segundo o Art. 128 desse PL:“Para interrupção da gravidez, aborto, será necessário apenas que a mulher apresente um laudo psicológico informando não estar pronta ou não desejar ser mãe”.
Ora, no Brasil, um psicólogo não pode receitar um analgésico sequer para dor de cabeça. No entanto, segundo esse PL poderá atestar e autorizar o aborto. Completo absurdo! Agora imagine se coubesse ao Judiciário resolver essa questão. Como a sociedade poderia intervir junto aos seus representantes? Não poderia…
Aqueles que defendem o aborto, utilizam os seguintes argumentos:
Aborto é questão de saúde pública. Milhares de mulheres morrem por causa do aborto no Brasil.
Resposta:
Em 9 anos, menos de 390 mulheres no Brasil morreram por causa do aborto1. Isso é sério. O número é alto. Mas os defensores do aborto multiplicam esse número por milhares.
Vamos liberar o aborto no Brasil para acabar com o crime, já que crianças pobres já nascem bandidas.
Resposta:
Crianças pobres não são bandidas, são destinatárias do Reino de Deus!
Direito da mulher: a mulher tem o direito de decidir sobre o seu corpo.
Resposta:
Quem foi que disse que o bebê é extensão do corpo da mulher? N gravidez a mãe é o agente passivo, sendo a criança o agente ativo. Se o bebê fosse extensão do corpo da mulher, por que precisaria estar envolto em uma placenta, para que não seja expelido? As mulheres façam o que quiserem com seus corpos, mas isso não significa o direito de assassinar um bebê, pois este não é extensão do seu corpo.
Outro ponto que precisa vir às claras é a questão financeira envolvida nisso tudo! Não se engane, há grandes empresas patrocinando movimentos pró-aborto no Brasil.
Para que se tenha noção da profundidade diabólica dessa questão, nos EUA, clínicas pagam por órgãos de bebês abortados, sob os seguintes valores2: (1) Medula Espinhal: 325,00 dólares; (2) Fígado: 150,00 dólares; (3) Pâncreas: 50,00 dólares; (4) Cérebro: 999,00 dólares e (5) Qualquer dos braços: 150,00 dólares. Mas quem são os financiadores e interessados nessa barbárie?
Os compradores são as indústrias de pesquisa de medicação e de vacina, que precisam de tecido humano para fazerem seus experimentos. Irmãos, isso é abominável aos olhos do Senhor! Um dos maiores patrocinadores de movimentos pró-aborto no Brasil é a Fundação Ford, entidade ligada à indústria de vacinas.
No final das contas, os maiores patrocinadores dessa cultura de morte são aqueles que querem lucrar com esse massacre dos fortes sobre os indefesos.
A reboque dessa manipulação do inferno está o Poder Judiciário do Brasil. O Brasil é, em sua maioria esmagadora, contra a prática do aborto3. Daí vem o STF e quer institucionalizar na “marra” esse morticínio cruel e desumano. Se os senhores juízes desejam legislar, que renunciem às suas togas e se candidatem aos cargos de Deputado Federal ou Senador da República, mas não afrontem toda a sociedade brasileira como se fossem “deus” aqui na Terra.
Como esse segmento abortista é hipócrita e contraditório. Para aqueles que defendem o aborto, uma bactéria em marte é “vida”, mas um bebê até o 3º mês não o é. Isso é, além de incoerente, um grave pecado!
Precisamos orar por nosso país, de modo que esse assassínio em massa não seja aprovado. Igreja do Senhor, não podemos nos calar ante essa maldade e covardia, fundamentados na Constituição Federal, que nos garante a livre manifestação do pensamento e de crença religiosa: “Art. 5º, IV: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;” e VI: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.
Que Deus livre o Brasil desse mal!
Grande Abraço,
Grande Abraço,
Hélio Roberto.
@heliorsousa
@heliorsousa
- Fonte: www.datasus.gov.br
- LDI – Life Incorporated Post Box 226 – Denton, Texas 7602 – Protocolo Confidencial Maio/Agosto de 1999.
- Pesquisa do IBOPE: 79% da população é contra o aborto. Em 1º/02/2015.
- Informações de uma palestra da Prª Damares.
P.S.: Artigo escrito para o site GospelPrime.
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